Rainey Reitman durante a Campus Party Brasil 6 (Fonte da imagem: Reprodução/Tecmundo)

A diretora de ativismo da Electronic Frontier Foundation, Rainey Reitman, esteve presente hoje (30) na Campus Party Brasil 6, contando sobre a importância da organização em um mundo em que, cada vez mais, usuários da internet têm seus direitos violados por governos e empresas. Durante sua palestra, Reitman aproveitou para passar quatro dicas de softwares bastante úteis para ativistas, jornalistas e civis em geral que se preocupam com sua própria privacidade online.

Portanto, não perca tempo e instale os aplicativos a seguir caso você também deseje dificultar o monitoramento — muitas vezes ilegal — dessas instituições.

1. Tor

Originalmente desenvolvido para proteger as comunicações do Exército Americano, o Tor está hoje disponível para todos os que desejam manter o anonimato na internet. Por mais que você não compartilhe dados pessoais ao navegar, o endereço IP atribuído ao seu computador é o suficiente para que investigadores saibam por onde você anda.

(Fonte da imagem: Reprodução/Baixaki)

O Tor ajuda a dificultar esse tipo de rastreamento, tornando qualquer um anônimo diante da análise de tráfego ou monitoramento eletrônico. De acordo com Reitman, essa ferramenta cresceu muito durante as revoltas que ocorreram em parte do Oriente Médio e que ficaram conhecidas como Primavera Árabe.

Basicamente, existem duas formas de colaborar com o Tor: configurando o seu computador para atuar como um nó presente no meio da rede do sistema ou, então, no fim. Nesse último caso, Reitman alerta para o fato de que o IP desse nó será identificado na internet e, como as pessoas podem estar usando o Tor para ações ilegais, é importante ter a noção de que isso pode causar alguns contratempos para o usuário final. Portanto, se deseja atuar dessa forma, não se esqueça de ler o regulamento no site da ferramenta.

2. Pidgin

Quem gosta de conversar na internet está, normalmente, exposto à possibilidade de ter suas mensagens interceptadas e até mesmo copiadas por agentes do governo ou de empresas privadas. Para evitar esse tipo de ação, a especialista sugere que as pessoas passem a usar o mensageiro instantâneo Pidgin, que possui suporte a criptografia e aos protocolos mais populares de bate-papo.

(Fonte da imagem: Reprodução/Baixaki)

Entretanto, vale a pena lembrar que, para ser verdadeiramente útil, o uso desse software deve ser disseminado ao máximo. Afinal, a conversa só estará totalmente protegida se todos os envolvidos no chat usarem recursos de criptografia. Portanto, siga o conselho de Reitman e ajude a divulgar o Pidgin.

3. HTTPS Everywhere

Gratuita e livre, esta extensão para Chrome e Firefox reforça o uso do protocolo HTTPS em sites que possuem suporte a ele. Dessa forma, ferramentas de monitoramento eletrônico poderiam até descobrir que você visitou um site, mas não quais páginas dele e, principalmente, não seriam capazes de obter seus dados de login.

(Fonte da imagem: Reprodução/Baixaki)

Reitman reforçou que, em conjunto com o Tor, o HTTPS Everywhere poderia salvar vidas e cita o caso do governo tunisiano, que invadiu contas de ativistas do país depois de obter os dados de login pela internet, prendendo e torturando muitos deles depois.

4) TOSBack

A velha questão dos termos de serviço está de volta. Sabemos que ninguém lê aquele texto enorme em dialeto jurídico e, por isso, já demos até mesmo algumas dicas, no Tecmundo, sobre como analisá-lo de maneira mais ágil. Para facilitar a tarefa, Reitman sugere o uso do site TOSBack, que registra alterações recentes feitas nesse tipo de documento.

(Fonte da imagem: Reprodução/TOSBack

Entre os serviços online monitorados pelo TOSBack estão o Facebook, eBay e até o jogo World of Warcraft. A diretora de ativismo da EFF alerta que, muitas vezes, as pessoas quebram esses termos sem nem mesmo ter ciência de que eles existem e, portanto, vale a pena estudá-los um pouco mais. Afinal, conhecimento é poder.

No momento, o TOSBack está precisando de melhorias e, por isso, uma maratona de desenvolvimento e colaboração está sendo organizada pela própria Reitman, na CPBR6.

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