O ano de 2012 promete ser bastante intenso para o navegador Opera. A afirmação é de Sabrina Zaremba, gerente regional do browser na América Latina. Para que o navegador possa continuar o crescimento junto à preferência do público, algumas ações e parcerias vem sendo desenvolvidas.

“Somente no ano passado, o crescimento da nossa base de adeptos foi de 145% e neste ano pretendemos triplicar esse número”, destaca Sabrina. A proposta é ousada, mas para isso o Opera aposta em uma série de parcerias. Operadoras de internet e fabricantes são apenas alguns dos alvos.

“Nossa proposta é negociar acordos para que o software possa ser disponibilizado para qualquer um já no ato da compra, junto com o produto, explica. Segundo ela, o aplicativo embarcado no aparelho é uma das maiores apostas da companhia, que inclui na lista projetos de formação de usuários graças ao apoio dado a algumas ONGS.

MIke Taylor e Sabrina Zaremba. (Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

HTML 5 em evolução 

Além das propostas de distribuição do produto, melhorias no HTML 5 e novidades no browser devem pintar em grande número ao longo de 2012. Para o web opener Mike Taylor, que participou de um debate sobre o tema na Campus Party, a necessidade de estabelecer padrões na linguagem, para que ela possa ser utilizada por todos os demais navegadores, é fundamental.

“A web não pode ser uma linguagem proprietária e os padrões devem ser acessíveis a todos os outros navegadores”, explica. Para isso, em parceria com a Google e a Fundação Mozilla, a empresa investe pesado em melhorias continuas no formato HTML 5, declarado o vencedor na briga contra o Flash.

“O Flash não está morto, mas acredito que em no máximo dois anos já não sentiremos mais necessidade dele em nenhuma das áreas”, afirma. Empresa como a Zynga, uma das mais respeitadas em termos de games para redes sociais, já adotou a linguagem para a criação dos seu jogos. Sites como YouTube e Vimeo também seguiram o mesmo caminho. 

Uma ferramenta de transformação

Com mais de 152 milhões de adeptos no mercado mobile, o Opera está disposto a revolucionar a maneira como as pessoas visualizam conteúdo na rede mundial de computadores. Para isso, a empresa estuda uma forma de levar o método de visualização dos tablets para os desktops.

“Na antiguidade, os papiros eram abertos em forma de rolagem, até que os livros foram inventados e se descobriu um novo jeito de passear por um conteúdo”, detalha Taylor. “Com os tablets, migramos do papiro, que é a nossa atual rolagem, para o livro, formato dos tablets. Por que não experimentar essa forma de ver nos desktops e notebooks?”, finaliza. Para isso, a empresa deve explorar o recurso “page  to media” em suas próximas versões.

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