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 Chris Hofmann é o primeiro funcionário da Fundação Mozilla. Antes de partir para o desenvolvimento do navegador de código livre Firefox, trabalhou por vários anos com o Netscape. E ele subiu ao palco Software Livre da Campus Party Brasil 2012 para contar um pouco mais sobre as maneiras de construir um futuro melhor para a web.

Hofmann disse que o grande problema da internet atual está no fato de as empresas lutarem para defender o que mais interessa a elas, não às pessoas. Por isso a Mozilla seria diferente, já que eles ouvem seus usuários. Ele contou também um pouco sobre a história da internet para mostrar como chegamos onde estamos atualmente.

O declínio do Netscape e a chegada do Firefox

Em 1996, a Netscape era detentora de quase 100% do mercado de navegadores. Quando a Microsoft lançou o Windows 98, o Internet Explorer passou a ser distribuído junto com o sistema operacional. Não demorou para que a Microsoft chegasse aos 98% de domínio de market share. Com isso, os websites passaram a ser escritos para o IE e o Netscape continuou caindo.

Mas para a Microsoft, o Internet Explorer não era um aplicativo rentável, segundo Hofmann. Por isso, os investimentos em atualizações e melhorias acabaram parando e o navegador sofreu com um atraso em relação à internet e ao desenvolvimento da rede. Foi aí que a Fundação Mozilla começou a fazer sua história.

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Desde os primeiros passos, a Mozilla funciona como uma rede colaborativa em que os desenvolvedores criam e consomem ao mesmo tempo em que os usuários consomem e contribuem para o progresso do sistema. Isso se dá pelos feedbacks de atualizações, reclamações e sugestões, por exemplo.

A guerra contra a falta de privacidade

Hofmann foi enfático ao dizer que a maioria das empresas quer coletar informações sobre quem acessa seus serviços. Isso acontece porque elas desenvolvem sistemas para solucionar as suas próprias demandas, não às das pessoas que fazem as engrenagens rodarem. Por isso, o Firefox tornaria-se uma opção superior ao Chrome, por exemplo.

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A Mozilla acredita que uma "internet melhor" só poderá ser construída quando as pessoas que a compõem tiverem liberdade de navegação, sem restrições ou rastreamentos. Para finalizar, ele voltou a dizer que julga como erradas as ações da Google e Facebook, por exemplo, que armazenam dados de navegação para rastreamento e valorização da publicidade.