Elon Musk teve uma grande sacada ao se “apropriar” do nome Tesla para batizar sua empresa, mas acabou deixando vago o primeiro nome do grande inventor do século passado. Não deveria ser surpresa nenhuma então de que já exista uma Nikola Motor Company por aí e, adivinhe, ela também produz veículos elétricos! Quer dizer... Tecnicamente, porque eles não estão produzindo nada ainda.

A startup anunciou em maio que iria produzir um caminhão híbrido de 2 mil cavalos de potência graças a combinação de seis motores elétricos e uma turbina de gás naturas que funcionaria como um gerador interno. Isso significa, em teoria, que o veículo teria zero emissões e poderia percorrer uma distância de 1,9 mil quilômetros.

A questão é que o gás natural não é bem zero emissões e a Nikola, num surto de clareza, resolveu que a turbina não era uma ideia tão boa para sustentar suas alegações. Por isso, eles vão usar outra tecnologia: a célula de hidrogênio. Na prática, isso tem pouco impacto em termos de performance ou autonomia, que continuam os mesmos.

No entanto, a mudança só vai acontecer em países que tem estrutura disponível para o elemento, o que significa que, basicamente, apenas os Estados Unidos e o Canadá terão acesso ao veículo num primeiro momento.

“A Nikola Motor Company anunciou recentemente que atingiu zero emissão com seus propulsores elétricos. Até o momento, detalhes de como isso foi feito foram mantidos em segredo, com alguns acordos pendentes de finalização com fornecedores. Hoje, a Nikola anuncia que o conjunto propulsor usado nos EUA e no Canadá serão alimentados por uma célula de hidrogênio de 800V”, diz um comunicado oficial da empresa.

Trevor Milton, CEO da Nikola, disse que o caminhão não terá qualquer tipo de emissão de poluentes com a célula de hidrogênio, mas que os países que não contam com infraestrutura para o elemento ficarão com as versões do caminhão com a turbina, que só será produzido depois que a versão principal chegar ao mercado.

Segundo a empresa, já foram 7 mil pedidos pelo veículo híbrido e que 99% deles foram pela versão com hidrogênio, o que significa que qualquer outro país que não seja o Canadá ou os Estados Unidos teve seu interesse sumariamente ignorado.

O caminhão será revelado de forma oficial no dia primeiro de dezembro, com os testes começando de fato ao fim de 2017 e as primeiras unidades sendo produzidas em 2020. Uma rede de 50 estações de abastecimento será criada pela companhia.

Vale lembrar que a Nikola não está sozinha nessa: a própria Tesla já divulgou que pretende começar a produzir caminhões no futuro e a Mercedes-Benz também já iniciou seus testes.