Do mesmo modo que a popularização dos celulares – progressivamente mais acessíveis e potentes– permitiu que as pessoas pudessem tirar fotos a qualquer momento, o sucesso das câmeras de ação possibilitou que horas e mais horas de gravações possam ser capturadas diariamente. Infelizmente, as duas práticas sofrem do mesmo problema: resultam em uma infinidade de material que precisa ser filtrado e editado. Graava, um novo produto criado por brasileiros, pretende tornar esse processo sensivelmente menos doloroso.

É bom deixar claro: em nenhum momento o aparelho quer competir com os grandes nomes desse segmento, como os badalados dispositivos da linha GoPro. As especificações do item, embora respeitáveis, deixam isso bem claro, seja pela resolução máxima de 1080p a 30 quadros por segundo – ou 720p com 60 fps –, pelos modestos 8 megapixels ou por conta do ângulo de “apenas” 130 graus das filmagens. A ideia da Graava é evitar que toneladas de capturas  fiquem estocadas no HD ou cartão de memória sem nunca ver a luz do dia.

Por conta de um acidente sofrido por Bruno Gregory, idealizador do projeto, nos EUA – no qual um trecho específico do vídeo de sua câmera foi essencial para encontrar o culpado pelo atropelamento –, o objetivo da câmera de ação é editar automaticamente o material captado por suas lentes, se focando apenas nos melhores momentos das gravações. E o melhor: sem que o usuário precise gastar mais do que alguns segundos nisso. Produto de magia? Bruxaria das bravas? Nada disso, apenas a boa e velha tecnologia.

Praticidade é a palavra-chave

Para selecionar o conteúdo de maior interesse em meio ao mar de frames únicos dos clipes, a Graava usa um sistema avançado que analisa dados coletados pelo sensor de imagem, microfone, acelerômetro, GPS e até pelo monitor cardíaco. Uma bela cena do nascer do sol, um pedestre passando pelo caminho, um novo local alcançado ou um momento de emoção mais forte, por exemplo, são motivos válidos para que o software considere esses pontos mais relevantes do que o resto.

Ao fim de tudo, basta abrir o aplicativo criado pela companhia e selecionar quantos segundos ou minutos de duração terá a produção final e editada. A própria câmera separa o material, insere transições e sincroniza tudo com suas músicas favoritas em poucos segundos – sem falar da possibilidade de misturar tudo isso com capturas de outras Graava. O arquivo pronto é armazenado na nuvem e pode ser compartilhado diretamente nas redes sociais através do app. Confira abaixo um exemplo dos melhores 30 segundos de um vídeo de quatro minutos.

A especialização da câmera de ação, então, se revela essencial para quem não tem tempo ou paciência para brincar de edição no computador – ou que simplesmente quer uma solução prática para essa atividade. Se você ficou empolgado com o equipamento, melhor saber que vai ser preciso aguardar um pouco até ter o produto em mãos. Isso porque a Graava está em período de pré-venda pelo valor promocional de US$ 249 – pouco menos de R$ 900 –, com expectativa para que as primeiras unidades sejam despachadas em fevereiro de 2016.

Para o negócio criado por Bruno e seus sócios, esse tempo de espera até o lançamento do item pode ser uma verdadeira eternidade, uma vez que outras empresas trabalham em projetos similares. A TomTom indicou que sua estreia no mercado de câmeras de ação, na forma da Bandit, teria recursos de edição própria que se parecem bastante com os da empreitada brasileira, enquanto a GoPro já permite que o usuário sinalize momentos importantes enquanto faz suas filmagens em alguns de seus modelos.

Empresa brasileira anuncia câmera de ação que edita automaticamente os seus vídeos. Deixe sua opinião sobre o assunto no Fórum do TecMundo!

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