Engenheiros do Rensselear Polytechnic Institute desenvolveram uma nova tecnologia que pode ser a solução para acabar com a distinção de qualidade entre câmeras compactas e dispositivos dSLR. Batizada com o nome de pistões líquidos, a invenção permite criar lentes supercompactas sem nenhuma parte móvel – ou seja, com eles, será possível diminuir ainda mais o tamanho dos equipamentos, sem que isso signifique perda de qualidade.

A técnica funciona da seguinte forma: gotículas oscilantes de ferrofluído deslocam de maneira precisa um líquido, tudo isso em um substrato com a espessura da um tablete de chicletes. O movimento pulsante das partículas de ferrofluído, que estão saturadas de nanopartículas de metal, pode ser usado para bombear pequenos volumes do líquido que as rodeia.

Fonte da imagem: IntoMobile

Em resumo, quando uma das gotículas de ferrofluido se movimenta para baixo, outra é deslocada para cima, de maneira semelhante à forma como pistões de carro se comportam. A principal diferença é que tudo isso é feito através da manipulação de diferentes voltagens, em vez de recorrer à força mecânica.

Caso a pesquisa seja bem sucedida, a nova técnica poderá sem empregado em vários campos da tecnologia, com destaque para as câmeras digitais. Ao dispensar totalmente o uso de partes móveis, os pistões líquidos irão permitir a criação de lentes de alta qualidade extremamente compactas e com gasto de energia reduzido. Algo que não beneficiaria somente fotógrafos profissionais, mas também quem gosta de capturar imagens pelo telefone.

Não há qualquer previsão de em qual momento a tecnologia poderá a ser empregada em escala industrial. Porém, tudo indica que este dia não deve demorar muito a chegar, já que a pesquisa conta com o financiamento da Defense Advanced Research Projects Agency (DARPA), nada menos que a agência responsável pela criação da primeira versão da internet.

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