É isso mesmo que você leu: a câmera mais rápida do mundo é capaz de bater nada menos que 5 TRILHÕES de fotografias a cada SEGUNDO. Perdoem-me pelas palavras em caixa alta, mas isso ainda é pouco para descrever a velocidade absurda do dispositivo, que pode captar até o movimento da luz em seus impressionantes 300 mil km/s.

A câmera filmou um conjunto de fótons – as partículas que compõem a luz – viajando pela distância da espessura de uma folha de papel

Além de tornar imagens de filmes muito mais dramáticas e impactantes, a câmera lenta é uma ferramenta de extrema importância para cientistas que estudam imagens em movimento que não podem ser captadas pelos olhos humanos. Foi para isso que a câmera mais rápida do mundo foi criada por pesquisadores da Universidade de Lund.

Seu poder de captura é mais do que impressionante: registrando cenas de até 0,2 trilionésimos de segundo, a câmera filmou um conjunto de fótons – as partículas que compõem a luz – viajando pela distância da espessura de uma folha de papel a nada menos que 299.792.458 metros por segundo.

Novos métodos

Para conseguir essa proeza, a câmera funciona de maneira um pouco diferente dos dispositivos convencionais: cada foto tirada, na verdade, é composta por quatro imagens diferentes capturadas uma atrás da outra. Isso é criado por um laser que é apontado para o alvo da câmera a cada pulso de luz. O “código” gerado por esse processo é decodificado posteriormente, separando as quatro imagens por meio de uma chave de criptografia.

Com tantas aplicações para essa nova tecnologia, sua primeira tarefa deve começar pela química – área na qual os desenvolvedores do dispositivo também trabalham. Segundo Elias Kristensson e Andreas Ehn, a câmera vai servir inicialmente para observar reações químicas em detalhes para entender melhor os motores que funcionam com combustível gasoso, compreendendo em nível molecular como esse tipo de combustão acontece.

A câmera certamente vai ajudar muito a ciência a entender fenômenos que ainda não compreendemos

A câmera de altíssima velocidade foi batizada de FRAME (Frequency Recognition Algorithm for Multiple Exposures, ou, em português, algoritmo de reconhecimento de frequência para exposições múltiplas) e certamente vai ajudar muito a ciência a entender fenômenos que ainda não compreendemos por não conseguirmos enxergar de maneira tão veloz.

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