Será que a operadora de serviços de internet que você assina anda fazendo um bom serviço no seu estado e nas demais regiões do Brasil? Agora é possível saber com precisão essa informação a partir do novo relatório de indicativo de qualidade da banda larga, documento liberado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Os relatórios estão separados entre abril de 2015 e julho de 2015 e fazem a aferição tanto da banda larga fixa quanto da móvel. No caso da primeira, foram utilizadas as inscrições de voluntários do site Brasil Banda Larga. No segundo modelo, os medidores são instalados em escolas atendidas por um projeto do governo e obtêm os números via aplicativos de smartphones.

As categorias de medição fixa são as seguintes: velocidade instantânea (upload e download na hora de usar a rede); velocidade média (cálculo entre medições de todo o mês); latência (período de ida e volta de um pacote entre residência e centro de medição); variação de latência (ou jitter, instabilidade na recepção de informações); perda de pacotes (falha ou baixa qualidade na rede, resultando em falha na entrega de dados); e disponibilidade (estabilidade da conexão). Na móvel, só a taxa de transmissão média e instânea são contabilizadas.

Os números

A operadora Oi é uma das que se destaca negativamente no estudo. Na medição de banda larga fixa e móvel, a empresa mantém números relativamente altos, porém abaixo da nota de corte definida pela Anatel — especialmente em velocidade instantânea, perda de pacotes e disponibilidade. O ponto positivo é a presença dos serviços da marca em todo o território brasileiro.

A NET também apresenta algumas falhas em determinadas categorias e estados, assim como a GVT. Na telefonia móvel, há menor disparidade entre as operadoras, com TIM, Claro e Vivo apresentando pequenas falhas em algumas áreas. É importante ressaltar que são poucos os casos em que a "reprovação" é por uma nota extremamente baixa — o que não significa que as empresas não possam melhorar, claro.

Um exemplo: dados do Rio de Janeiro em julho de 2015.

O estudo completo pode ser conferido nos seguintes links: abril de 2015, maio de 2015, junho de 2015 e julho de 2015.