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Uma pesquisa feita pelo Instituto Data Favela revelou que, como muitos já imaginavam, a internet vem se espalhando pelo Brasil a uma enorme velocidade. Segundo a Folha de São Paulo, 52% dos moradores de favelas já possuem acesso à internet; metade deles usando a rede diariamente.

Você já deve imaginar qual o principal serviço acessado pelas 63 comunidades pesquisadas. Em primeiro lugar, temos o Facebook, usado por 85% dos 2 mil entrevistados. Logo atrás, temos, para a surpresa de muitos, o Orkut, ainda usado por 22% do público das favelas. Na terceira e quarta posição, por sua vez, temos o Twitter, que atraiu apenas 15% das pessoas, e o Instagram, com 11%.

Uma questão de idade

A pesquisa também deixou claro que a distinção entre o público que acessa ou não a internet não é uma questão de região, mas sim de faixa etária: 78% das pessoas que vivem nas favelas com idade entre 16 e 29 anos já estão atualmente conectadas.

“Quem considera a internet imprescindível já a possui. Os que não a querem são, geralmente, os mais velhos", comentou Renato Meirelles, presidente do Instituto Data Popular. Isso também mostra que os números de acessos não devem crescer muito em um futuro próximo, visto que, daqueles que ainda não têm internet (na maioria pessoas acima dos 29 anos), apenas 7% têm interesse em adquiri-la.

Computadores ainda dominam, por enquanto

Uma vez que possuem um custo consideravelmente menor, os desktops ainda são o principal meio de acesso à internet nas favelas, sendo utilizados por 66% do público. A diferença entre acessos por computadores e por celulares, porém, não é tão grande: 41% dos entrevistados já possuem smartphones, incluindo metade daqueles na faixa de menos de 29 anos.

Ambos os números, por sua vez, só devem aumentar. Segundo as pesquisas do instituto, 1,7 milhão de pessoas têm interesse em comprar um notebook dentro do próximo ano; os interessados por tablets, por sua vez, atingem um total de 1,2 milhão.

E quanto ao acesso pelas boas e velhas lan houses? Bem, parece que elas vão voltar ao foco original da jogatina online, visto que o público interessado nelas para o acesso à internet diminui cada vez mais. "Hoje, o uso domiciliar supera o de lan houses, já que o internauta quer mais privacidade e segurança no acesso", explicou Meirelles.

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