O fim da tarde de ontem (4) foi marcado por um evento bastante animador para o público brasileiro. Por volta das 18h50, o governo do Brasil lançou seu Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) que, como o nome indica, deve oferecer comunicações de banda larga em áreas remotas e ajudar na defesa militar.

De acordo com o G1, o lançamento foi feito na base de Kourou, na Guiana Francesa, pela empresa Arianespace, através do foguete Ariane 5. Junto do SGDC, a companhia também levou ao espaço o KOREASAT-7, da operadora sul-coreana Ktsat. Ambos, vale notar, estavam programados para entrar em órbita no dia 21 de março, mas isso foi adiado devido a uma greve geral no país.

Segundo a Arianespace, por sua vez, o voo foi considerado um sucesso, seguindo uma trajetória perfeita. As boas-novas tiveram até comemoração por parte do CEO da companhia, através de seu Twitter:

“Estou feliz em anunciar que o Voo VA236 é um sucesso confirmado, marcando o quarto da Arianespace até agora neste ano!”

O que esse lançamento quer dizer para nós? Bastante coisa, na verdade: graças a ele, o Brasil não vai mais precisar alugar satélites de empresas privadas. Além disso, ela deve ampliar a capacidade de nossas telecomunicações e a cobertura dos serviços de internet de banda larga pelo país – com foco nas áreas de difícil acesso, como falamos originalmente.

Sobre o assunto, também tivemos uma comemoração por parte do próprio presidente Michel Temer. “Vamos democratizar o fenômeno digital no Brasil, já que a banda larga vai atingir todos os recantos do nosso país. Democratizando o sistema digital no nosso país. É um grande momento para o nosso governo”, afirmou.

Confira logo abaixo o lançamento do satélite:

Operacional em breve

É importante ressaltar, por fim, que ainda há um longo caminho até que o satélite entre em operação. São dez dias de espera, segundo a Agência Brasil, até que o equipamento entre em sua posição final, a partir de sua separação do foguete (que ocorreu 28 minutos após o lançamento), seguido de testes que devem durar um total de 30 dias.

As expectativas, por sua vez, são de que as Forças Armadas tenham controle operacional do satélite em meados de junho. Já o uso da banda para comunicações deve estar disponível só a partir de setembro. A previsão, quando estiver em funcionamento, é de que ele tenha uma vida útil de 18 anos.

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