A Brasil Game Show 2015 é uma oportunidade não só para testar os últimos lançamentos do mercado e conferir as novidades, mas também para conversar com executivos e produtores – muitos deles internacionais – que comparecem ao evento. Você já deve ter conferido nossa superentrevista com o Phil Spencer, chefão máximo da divisão Xbox no mundo.

Do outro lado da moeda, o concorrente PlayStation também mostra sua força no Brasil. Para falar sobre as estratégias da marca no país, fabricação local, precificação, base de jogadores, importância no mercado nacional (e mundial), jogos independentes e outros tópicos, o TecMundo Games conversou com Anderson Gracias, diretor de operações da marca para toda a América Latina, no estande PlayStation durante a BGS. Registramos tudinho no vídeo que você confere acima.

PlayStation 4 fabricado no Brasil: novos planejamentos e mais estratégias

O aspecto mais discorrido por Gracias na entrevista, como não poderia deixar de ser, foi a fabricação do PlayStation 4 em solo brasileiro. De acordo com o executivo, “o que muda agora é a resposta que a gente deu após muito tempo e àquele anúncio polêmico de 4 mil reais” e que “a fabricação local é a forma de reduzir o preço”, mas “não é algo da noite pro dia”.

“Lançar um produto desse aqui em pouco tempo não é fácil. Ele tem apenas dois anos de vida, é o nosso principal produto, tá bombando mundialmente. Com a fabricação local, a gente muda a relação com o consumidor. (...) O que falamos lá atrás estamos cumprindo. Nossa relação com o Brasil é de longo prazo”, disse.

Brasil é o segundo país no mundo a fabricar PlayStation 4

Na visão de Gracias, a relação com o jogador é cada vez mais “íntima”, e a oscilação do dólar é sempre um fator determinante para a precificação de qualquer produto. “A gente tá vivendo um momento superespecial. Tem essa questão do dólar, da situação econômica do país, que afeta, é lógico”, explicou, ressaltando que "o Brasil é o segundo país do mundo a fabricar PlayStation 4".

E os preços de jogos da Sony? Até quando vão aguentar abaixo dos R$ 200?

O diretor disse que a empresa está “bem posicionada com relação ao preço de jogos ainda”, mas que isso “não quer dizer que a gente não vai subir o preço” ou que a equipe “não está segura de não precisar subir preço”.

“Tem um fator que compõe preço tanto do console quanto dos jogos que é o dólar, mesmo produzindo localmente. No caso de console, a gente importa os componentes, e no caso de jogos temos todas as questões de royalties, em que o dólar impacta diretamente”, esclareceu.

Importância dos indies na família PlayStation?

Os indies, de acordo com o diretor, “vão continuar sendo foco" para a empresa. "Vocês viram na coletiva aqui. Na E3 a gente levou pro palco indies da região da América Latina. (...) Nosso investimento continua, o projeto está a todo vapor. A situação econômica nossa não tem relação com esse projeto nesse momento”, contou.

Mercado disputado

Gracias opinou sobre o atual panorama do mercado e deixou um recado em alto e bom som ao final da entrevista: “Fiquem a gente”. “Queria dizer pra [vocês] ficarem com a gente. É só o começo. Agora, com a produção local, que é um projeto que vínhamos buscando, batalhando, é uma nova realidade. O produto está na loja. Tem muito conteúdo por vir. O line-up de jogos está sendo muito bem tratado. Tem Uncharted Collection, anunciamos a Laura, personagem brasileira de Street Fighter 5, um exclusivo fortíssimo. (...) Enfim, tem muita coisa por vir. De novo, é só o começo”, declarou.

Não deixe de assistir ao vídeo acima para conferir a entrevista na íntegra.

Diga o que você achou das palavras de Anderson Gracias, diretor-geral de PlayStation para a América Latina, no Fórum do Baixaki Jogos.

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