“Jesus Cristo, eu estou no meio de uma guerra!” Pode parecer estranho, mas essa foi uma das frases pronunciadas ontem (26) por este redator que lhe escreve durante a Brasil Game Show 2013. Não, não ocorreu nenhuma batalha armada durante a maior feira de jogos eletrônicos da América Latina. Eu estou falando sobre o Oculus Rift, famoso dispositivo de realidade aumentada que surpreendeu a todos ao aparecer de surpresa em um estande do evento.

Quem trouxe o equipamento para as terras tupiniquins foi a Hyperkin, a mesma companhia responsável pelo console RetroN 5 (que possui slots para cartuchos de SNES, Game Boy e outros sistemas dos velhos tempos). Wagner Fulco (gerente de negócios da empresa) conversou rapidamente com a equipe do BJ e revelou que a companhia é “amiga” de longa data da Oculus VR, possuindo um forte elo de parceria mesmo antes da criação do Rift.

Fulco aproveita e afirma ainda que há interesse em trazer o produto oficialmente para o Brasil, preferencialmente para o fim de 2014. De acordo com o executivo, a ideia é ter tempo para criar ainda mais conteúdos que acompanharão o lançamento. Ainda não há previsão no que diz respeito a valores.

(Fonte da imagem: Reprodução/Popular Mechanics)

Entre o real e o virtual

É realmente difícil explicar a sensação de usar o Oculus Rift. É uma experiência vertiginosa e que mexe bastante com nossos sentidos; não foi difícil encontrar quem sentisse fortes tonturas após testar o gadget durante alguns minutos. Durante a demonstração, jogamos um pouco de Team Fortress 2 e foi impossível não se sentir dentro de uma guerra acirrada, nos esquecendo completamente do mundo real em momentos de maior ação.

De início, é complicado se acostumar com a ideia de que a sua cabeça controla sua mira. É preciso reacostumar nossa mente e fazer esforço para abandonar o analógico referente ao movimento da câmera. Quando você consegue passar por essa fase, torna-se muito mais fácil acertar os inimigos e se empolgar com as partidas. O limiar entre real e virtual vai ficando cada vez menor, até que você tem vontade de sair correndo pela feira com o intuito de perseguir um inimigo.

Mas, como já dissemos, jogar com o Oculus Rift durante muito tempo pode fazer mal às pessoas mais sensíveis. Seus olhos dizem ao cérebro que você está correndo em alta velocidade, mas suas pernas estão imóveis. Quando você se dá conta disto, com certeza sentirá náuseas. O mesmo ocorre quando o game acaba “congelando” durante algum tempo ou quando a câmera muda de ângulo rapidamente.  Parecer haver uma verdadeira batalha entre o mundo real e o mundo virtual, sendo que seu corpo localiza-se bem no meio desse fogo cruzado.

(Fonte da imagem: Reprodução/The Verge)

Um gadget com um futuro e tanto

É importante observar, contudo, que o Oculus Rift só não é mais realista por conta dos gráficos do título utilizado. Team Fortress 2 é bonito, mas a resolução não é alta o suficiente para o dispositivo de realidade aumentada. O resultado é que você vê uma tela completamente pixelada – a única coisa capaz de nos lembrar periodicamente que, no fim das contas, tudo o que estamos enxergando não passa de um jogo eletrônico.

Ainda assim, o Oculus Rift é um dispositivo que tem potencial para revolucionar o modo com que nós interagimos com ambientes digitais. Há muita aplicação prática para o gadget até mesmo fora da área de games. Já imaginou o quão legal seria ver o projeto arquitetônico de sua futura casa em uma simulação hiper-realista, em vez de simplesmente observar uma planta ou uma singela maquete?

A equipe por trás do invento está de parabéns! Se você pretende visitar a BGS 2013 (que se estende até a próxima terça-feira, dia 29 de outubro), não deixe passar no estande da Hyperkin e se transportar durante alguns minutos para um mundo recheado de tiroteios ininterruptos. É de enlouquecer!

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