As alternativas à tecnologia Bluetooth são estudadas há algum tempo, mas poucas pessoas imaginam que uma das soluções pode utilizar o próprio corpo para conduzir arquivos. Segundo um novo estudo dos pesquisadores da Universidade da Califórnia divulgado nessa terça-feira (1), já é possível transmitir dados de uma forma efetiva e segura através do campo magnético natural do corpo humano.

O Bluetooth é uma das soluções atuais mais versáteis para transmitir dados rapidamente e em curtas distâncias. No entanto, essa tecnologia sofre perdas significativas de eficiência se o ambiente de comunicação apresentar muita interferência de objetos ou sinais, o que pode prejudicar a transmissão de dados. Além disso, o consumo de energia é alto, principalmente para aparelhos como smartphones.

A alternativa da equipe de cientistas aproveitou o campo magnético natural que temos ao nosso redor para que ele possa transferir os dados para os dispositivos. Por meio de um protótipo composto por cabos de PVC que são envolvidos nas extremidades do corpo, os pesquisadores conseguiram criar uma região em que é possível transmitir sinais rapidamente para aparelhos muito próximos.

Segundo as estimativas da equipe, a tecnologia Bluetooth utiliza dez milhões de vezes mais energia que o novo sistema. “Um dos problemas com os dispositivos vestíveis, como os smartwatches, são os pequenos tempos de operação por conta das baterias pequenas”, explicou o autor do projeto Jiwoong Park em uma nota pública.

“Com este sistema de comunicação através do corpo magnético, nós esperamos diminuir significativamente o consumo de bateria, assim como a frequência com que os usuários precisam recarregar os seus dispositivos”, completou.

O alcance magnético também oferece uma segurança adicional aos usuários. O Bluetooth se espalha por até dez metros, o que significa que qualquer pessoa nessa área pode interceptar a frequência. Isso não acontece com o novo dispositivo, cujo sinal percorre apenas pelo corpo do usuário ou em áreas muito próximas a ele.

O time de pesquisadores apresentou a ideia originalmente durante a 37ª Conferência Anual da Sociedade da Engenharia na Medicina e na Biologia, realizado entre 25 a 29 de agosto em Milão, na Itália. Agora será a oportunidade perfeita para desenvolver o sistema e pensar nos benefícios que essa tecnologia trará para nosso cotidiano.

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