Aos poucos, a empresa norte-americana Blu começa a introduzir a sua linha de produtos no Brasil. Para 2014, a companhia deve trazer boa parte dos seus smartphones para as lojas nacionais, visando ampliar a sua participação no mercado.

Para quem busca um modelo Android com preço intermediário, a opção da empresa é o Blu Life Play. O modelo tem tela de 4,7 polegadas, processador MediaTek quad-core de 1,2 GHz, câmera traseira de 8 megapixels e é compatível com dois SIM cards.

Vale a pena apostar em mais esse modelo da empresa? As nossas impressões sobre o Blu Life Play é o que você confere agora em mais uma análise do TecMundo.

Testes de benchmark

3D Mark

O teste Ice Storm Unlimited, do 3D Mark, é utilizado para fazer comparações diretas entre processadores e GPUs. Fatores como resolução do display podem afetar o resultado final. Quanto maior a pontuação, melhor é o desempenho.

AnTuTu Benchmark 4

Um dos aplicativos de benchmark mais conceituados em sua categoria, o AnTuTu Benchmark 4 faz testes de interface, CPU, GPU e memória RAM. Os resultados são somados e geram uma pontuação final. Quanto maior a pontuação, melhor é o desempenho.

GFX Benchmark

GFX Bench é voltado para mensurar a qualidade gráfica. Isso inclui itens como estabilidade de desempenho, qualidade de renderização e consumo de energia. Os resultados são revelados em média de frames por segundo (FPS). Quanto maior a pontuação, melhor é o desempenho.

Vellamo Mobile Benchmark

Vellamo Mobile Benchmark aplica dois testes ao aparelho: HTML5 e Metal. No primeiro deles é avaliado o desempenho do celular no acesso direto à internet via browser. Já no teste Metal, o número final indica a performance do processador. Quanto maior a pontuação, melhor é o desempenho.

Design do produto

O Blu Life Play é um aparelho que transmite uma sensação de leveza. Seu manuseio é agradável, e a capa traseira, removível e de plástico, possui uma textura que deixa a sensação de ser emborrachada. O visual do produto não é inovador e seu estilo lembra os modelos da linha Nexus.

O botão power e os botões de volume estão localizados na lateral esquerda do aparelho, enquanto o conector de força e a entrada para os fones de ouvido ficam situados na parte superior. O design do produto é agradável e há disponibilidade em cinco cores: branca, preta, azul, rosa e amarela.

Entretanto, notamos um pequeno problema que pode influenciar no visual do produto a médio e longo prazo. As bordas ficam um nível pouco acima da tela, o que as deixa um pouco mais expostas e suscetíveis a arranhões e descascados na pintura do aparelho.

Qualidade da tela

A tela de 4,7 polegadas é LCD e conta com a tecnologia IPS, o que garante imagens mais vívidas. Além disso, a tecnologia OGS Blu Nex Lens Touch Panel permite que o display seja mais fino – o que contribui para a leveza do produto. Sob a luz do sol, o desempenho também é satisfatório.

Entretanto, não há informações na página oficial do produto com relação à adoção de alguma tecnologia de proteção, como Gorilla Glass. Em nossos testes, não notamos nenhuma característica capaz de colocar a tela do Blu Life Play como um ponto negativo, mas vale ficar alerta com relação à durabilidade.

A resolução é HD (720x1080 pixels) e a densidade de pixels chega aos 312 ppi. A resposta aos toques na tela também se mostrou precisa, de forma que o aparelho se sai bem dentro de sua proposta.

Desempenho

Obviamente, por se tratar de um aparelho com proposta de ser um modelo intermediário, há limitações naturais no Blu Life Play. Porém, ainda assim, o fato de o smartphone contar com um processador quad-core e 1 GB de RAM faz com que grande parte dos apps disponíveis na Play Store possam ser executados com tranquilidade.

O maior gargalo está na reprodução de jogos que requeiram alto poder de processamento gráfico. Títulos como FIFA 14, por exemplo, rodaram sem maiores problemas, embora a uma taxa de frames por segundo mais baixa. Já o game Real Racing 3, embora tenha sido instalado, não rodou. Para navegação na internet e acesso a redes sociais, não registramos nenhum contratempo.

Em outras palavras, para a grande maioria dos consumidores – e em especial para a faixa de púbico a que o produto é voltado –, são raros os problemas de desempenho dignos de nota. Entretanto, para aqueles que querem de vez em quando se divertir com apps mais pesados, certamente é melhor procurar um produto de outra faixa de preço.

Softwares adicionais

Um dos bons softwares extras que podem ser encontrados no Blu Life Play é o App Manager. Por meio dele, é possível gerenciar os apps instalados em seu aparelho e melhorar o desempenho por meio de ações simples.

Limpar os processos em andamento, zerar o cache ou otimizar a tela de boot são funções que podem ser executadas com um simples chacoalhar do celular. Já no menu de configurações, é possível acessar o recurso “Power Saving”, que permite otimizar parâmetros para maior economia de bateria.

Se você preferir, é possível customizar ações específicas ou configurar a ativação do modo de economia sempre que o aparelho atingir um percentual específico de carga.

Câmera

Entre todas as características do Blu Life Play, aquela que nos deixou mais desapontados foi a câmera. Entretanto, é preciso calma para analisar esse recurso, pois mesmo com os problemas que percebemos ainda assim o aparelho se mantém entre as boas escolhas da categoria.

A câmera traseira do aparelho tem resolução de 8 megapixels, o que é extremamente satisfatório, e a câmera frontal chega aos 2 megapixels. Entretanto, resolução em megapixels não é tudo e basta dar uma olhada na qualidade final das imagens capturadas com o aparelho para perceber que ele poderia ser um pouco mais eficiente.

Foto capturada com o smartphone Blu Life Play.

Mesmo em condições favoráveis de iluminação, as fotos apresentam um nível alto de ruídos, se mostrando granuladas mais do que o esperado. Nas fotos noturnas essa característica se mostra mais acentuada. Entretanto, para fotos casuais não há muitos problemas e você poderá registrar os seus momentos com tranquilidade.

Já para gravação de vídeo, há boas opções de configuração, havendo opções para balanço de branco e aplicação de filtros com visualização em tempo real, além de anticintilação, contraste, brilho, saturação, tonalidade e nitidez.

Duração de bateria

A capacidade máxima da bateria do Blu Life Play é de 1.800 mAh e está dentro da média dos demais aparelhos da categoria. Felizmente, no caso deste modelo o consumo se mantém em patamares aceitáveis e é possível utilizá-lo em modo convencional ao longo do dia e chegar no fim da noite com pelo menos 15% de carga.

Já para aqueles que têm um uso mais intenso do aparelho, manter o carregador sempre à mão é a melhor alternativa. Em nossos testes, foram necessárias pouco menos de seis horas para drenar por completo a bateria durante a execução de jogos 3D e exibição de vídeos.

Áudio e Rádio FM

Em um smartphone intermediário, o áudio não costuma ser o foco principal dos fabricantes, de forma que já é possível se contentar caso ele supra as necessidades básicas do consumidor. O Blu Life Play não é uma exceção a essa regra e se mostra apenas funcional nesse quesito.

O alto-falante está localizado na parte traseira e sua potência de som não é das mais altas, mas é suficiente para que você ouça suas músicas sem se incomodar ou incomodar aqueles que estão à sua volta. Notamos algum nível de distorção nos agudos, mas apenas com o volume acima de 90%.

O aparelho vem acompanhado ainda por fones de ouvido intra-auriculares simples e que não comprometem a qualidade final do áudio. Outra função agradável para os brasileiros é o fato de que o smartphone é compatível com Rádio FM, sendo possível até mesmo gravar a programação das emissoras.

Vale a pena?

É praticamente impossível olhar para um smartphone com configurações intermediárias e não compará-lo diretamente com o Moto G, atual campeão de vendas do segmento e um dos aparelhos com melhor relação custo-benefício do mercado.

Nesse comparativo direto, o Blu Life Play não sai como vencedor, mas apresenta um bom desempenho tanto em termos de hardware quanto no que diz respeito ao custo benefício. Em nossas pesquisas, encontramos uma grande variação de preço, em uma faixa que varia entre R$ 675 e R$ 925.

Tela com boa qualidade de imagem, bateria com duração satisfatória e desempenho dentro do esperado fazem do produto uma boa opção de compra, praticamente sem pontos negativos em um primeiro momento. Nossas ressalvas ficam por conta de uma certa fragilidade no design, pois o aparelho tende a descascar com o tempo, e pela ausência de informações com relação à proteção física da tela.

No que diz respeito ao armazenamento, 8 GB em vez de 4 GB seria o ideal para deixar o aparelho ainda mais competitivo. Entretanto, o fato de ele suportar cartão micro SD de até 32 GB acaba compensando esse eventual desapontamento. No final das contas, o Blu Life Play acaba sendo uma alternativa interessante para ser considerada pelo consumidor.

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