Black Fraude: cuidados para não cair em golpes na Black Friday

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A Black Friday é um momento esperado por várias pessoas para realizar compras com descontos consideráveis, o que deixa os consumidores vulneráveis a uma série de ciladas e golpes. As “pegadinhas” são tantas que os brasileiros criaram um apelido pejorativo: “black fraude”.

As técnicas para enganar estão se tornando cada vez mais elaboradas e nem sempre é possível detectar com facilidade uma “roubada”. No entanto, algumas dicas básicas podem ajudar a escapar das armadilhas de criminosos e garantir uma compra segura.

6 dicas para não cair em golpes nesta Black Friday

1. Compre em lugares com boa reputação

Fuja de lojas desconhecidas na Black Friday. (Fonte: Pixabay/200degrees/Reprodução)Fuja de lojas desconhecidas na Black Friday. (Fonte: Pixabay/200degrees/Reprodução)Fonte:  Pixabay/200degrees/Reprodução 

O preço baixo é o maior chamariz da Black Friday. Mas o valor mais baixo não pode ser o único critério na hora de comprar um produto na promoção. Antes de informar seus dados pessoais e efetuar um pagamento, confira a reputação da loja em que você pretende comprar.

Isso pode ser feito procurando as redes sociais do estabelecimento, e verificando as postagens e interações com os clientes. Verifique se o site da empresa oferece dados básicos como CNPJ e endereço, e se os canais para contato ou atendimento realmente funcionam. Você também pode conferir a nota e os comentários sobre a loja em aplicativos de compra e marketplaces.

Sites como Reclame Aqui, além de páginas mantidas pelo Procon e pelo Ministério da Justiça, oferecem uma lista com as reclamações contra empresas que já trouxeram preocupações e problemas para outros consumidores. Vale a pena ver quais já foram os problemas anteriores e qual foi a resolução (se houve) dos casos.

2. Fuja de links suspeitos

Nunca clique em links desconhecidos enviados por e-mail ou redes sociais. (Fonte: WABetaInfo/Reprodução)Nunca clique em links desconhecidos enviados por e-mail ou redes sociais. (Fonte: WABetaInfo/Reprodução)Fonte:  WABetaInfo/Reprodução 

Mensagens no WhatsApp e SMS, e-mails, anúncios no Facebook e Instagram podem apresentar ofertas que parecem imperdíveis e de empresas com boa reputação, mas acompanhadas de um link desconhecido. Não clique nele! Esse pode ser um golpe que fará o consumidor baixar um malware ou ser direcionado para páginas que coletam dados pessoais. Para confirmar se a promoção é verdadeira, o ideal é entrar no site oficial da loja e procurar pelo produto anunciado.

3. Confira todo o histórico de preços

Se os preços foram aumentados antes da Black Friday, denuncie a prática nos órgãos de defesa do consumidor. (Fonte: Buscapé/Reprodução)Se os preços foram aumentados antes da Black Friday, denuncie a prática nos órgãos de defesa do consumidor. (Fonte: Buscapé/Reprodução)Fonte:  Buscapé/Reprodução 

No ano passado, alguns produtos ficaram até 70% mais caros em novembro, mês em que acontece a Black Friday, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (IBEVAR). Dessa forma, um produto que aparentemente está com um valor menor, na verdade, pode estar pelo mesmo preço ou até mais caro que o normal.

Para fugir dessa cilada, faça uma busca pelo mesmo produto em outros locais para ver se o desconto realmente vale a pena ou é apenas uma fraude do “dobro pela metade”. As empresas que agem dessa forma podem ser penalizadas. Por isso, se perceber essa prática, denuncie aos órgãos de defesa do consumidor.

4. Utilize uma conexão segura para fazer compras

Verifique se o site oferece uma conexão criptografada. (Fonte: Flickr/Christiaan Colen/Reprodução)Verifique se o site oferece uma conexão criptografada. (Fonte: Flickr/Christiaan Colen/Reprodução)Fonte:  Flickr/Christiaan Colen/Reprodução 

As conexões públicas de Wi-Fi são mais vulneráveis a ataques que podem roubar dados pessoais e de pagamentos. Por isso, nunca realize compras ou acesse informações sigilosas a partir de uma rede compartilhada.

Além disso, mesmo em uma rede Wi-Fi privada, é importante verificar o certificado de segurança do site. Endereços que começam com HTTPS são mais confiáveis e seguros para compra. Já os sites que começam apenas com HTTP estão mais vulneráveis a invasões.

Quando acessar o carrinho de compra, preste atenção também se aparece o ícone de cadeado na barra de endereços de seu navegador. Isso indica que o certificado de segurança está ativo e os dados informados são criptografados.

5. Prefira pagar com o cartão virtual

Evite pagamentos por PIX ou boleto. (Fonte: StockSnap/Tevarak/Reprodução)Evite pagamentos por PIX ou boleto. (Fonte: StockSnap/Tevarak/Reprodução)Fonte:  StockSnap/Tevarak/Reprodução 

Muitos sites oferecem desconto para pagamentos por boleto, via transferência bancária ou PIX. No entanto, esses métodos são os mais difíceis para recuperar os valores pagos caso haja necessidade. Prefira sempre usar o cartão de crédito, pois as transações podem ser canceladas facilmente com uma ligação para a operadora.

A maioria das emissoras oferece a opção de cartão virtual, o que permite ter um número único com limite pré-definido para cada operação. Esse é o modo mais seguro de pagamento, pois, caso seja necessário cancelar o cartão por conta de uma fraude, o consumidor pode continuar utilizando o cartão de crédito normal sem mais “dor de cabeça”.

Outra opção é utilizar plataformas de pagamento como PayPal, PagSeguro ou MercadoPago, que permitem o cancelamento caso a mercadoria não seja entregue conforme o prometido.

6. Salve todas as informações

Guarde as imagens da promoção, telas de compra, e-mails e tudo o que puder. (Fonte: Pixabay/Abdul Rehman/Reprodução)Guarde as imagens da promoção, telas de compra, e-mails e tudo o que puder. (Fonte: Pixabay/Abdul Rehman/Reprodução)Fonte:  Pixabay/Abdul Rehman/Reprodução 

Todas as informações relativas à compra, desde o anúncio do desconto, até a nota fiscal e a confirmação de compra devem ser salvos no computador. Algumas vezes, o preço apresentado na tela final de compra é diferente do valor anunciado. Um simples print screen pode servir como prova em uma eventual reclamação junto aos órgãos de defesa do consumidor.