Corte norte-americana negou o pedido de Sevier.

Chris Sevier entrou com uma ação junto ao tribunal de Utah (EUA) solicitando autorização para casar-se com seu computador. O homem escreveu um documento com mais de 50 páginas e disse preferir relacionar-se com o acervo pornográfico de sua máquina a ter relações sexuais com uma mulher. “Com o passar do tempo, comecei a preferir fazer sexo com meu computador em vez de consumir o ato com uma ‘mulher de verdade’”, admitiu Sevier.

Ainda de acordo com o cidadão norte-americano, a proibição ao casamento “veta condições de dignidade e [é uma questão] de suma importância”. Sevier recorreu também ao Direito Comparado em sua fundamentação ao citar dois casos delicados aos olhos dos defensores da "união estável tradicional": na China, uma mulher conseguiu se casar com um golfinho; no mesmo país, um homem casou-se com uma réplica de papelão de si mesmo.

Dentre as passagens curiosas presentes no documento, destacam-se trechos como o "condicionamento biológico" que algumas algumas pessoas adquiriram: "Conseguimos atingir o orgasmo por meio da `ciência da dopamina` e preferimos manter relações com objetos inanimados" – consulte o depoimento completo de Sevier por meio deste link (em inglês). Sobre a impossibilidade de reprodução, Savier utilizou como escopo o fato de que a relação entre pessoas do mesmo sexo também gera o mesmo empecilho. “’Casais formados por homem e máquina apresentam o mesmo problema do que casamentos entre homossexuais por não permitirem a geração de filhos’”.

Chris Sevier prefere manter relações sexuais com seu computador.

Em sentença emitida nessa segunda-feira (05), o 10º Circuito de Tribunais de Apelações dos EUA negou o pedido de Sevier. Aos olhos do tribubal, o apelo à liberdade de escolhas e à proteção neutra dos princípios de igualdade não encontra respaldo legal quando levada em conta a reivindicação por autorização ao casamento entre homem e máquina.

"A Apple me viciou em pornografia" (Sevier, 2013)

Vale notar ainda que, no ano passado, Sevier processou a Apple e a culpou por seu vício em pornografia. Para o homem, a fabricante deveria instalar filtros de conteúdo adulto em seus notebooks. Segundo o advogado do icônico cidadão, a facilidade ao acesso a conteúdo pornô “apelou para as sensibilidade biológicas de Sevier como um homem, o que acabou deixando-o viciado em conteúdo pornográfico”. Na época, o sujeito alegou também que seu vício criou uma “concorrência desleal entre estrelas pornô e sua esposa, arruinando seu casamento”.

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