As fazendas de cliques são bizarras, mas, como várias outras coisas bizarras, parecem ter se tornado um negócio rentável. A mais recente prova disso vem da Tailândia, onde três chineses supostamente mantém uma unidade deste tipo de negócio. Uma reportagem do jornal Bagkok Post obteve acesso a um local após os seus donos, três chineses, serem presos.

Inicialmente, os investigadores acreditaram estar revelando um call center ilegal, mas o trio chinês afirmou que recebiam dinheiro para atuar em uma vasta rede de bots chinesa. O objetivo, segundo os acusados, era fazer bombar na rede social chinesa WeChat alguns produtos à venda na China. Para isso, os três recebiam o equivalente a R$ 14,5 mil por mês.

Para manter tudo funcionando, os homens mantinham em um cômodo 474 iPhones e 347 mil SIM cards ainda não utilizados. Os aparelhos da Apple ficavam conectados a 10 computadores, também apreendidos no local. Segundo as investigações, as operações do grupo eram realizadas na Tailândia porque os custos de telefonia do país são menores do que na China.

Os donos da fazenda de cliques foram presos e processados por estarem com visto de permanência vencido, trabalharem sem permissão, pelo uso de SIM cards não registrados e, por fim, por contrabando. As investigações ainda continuam, pois as autoridades tailandesas esperam prender outros responsáveis pelo contrabando de smartphones para o país.

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