Ao que parece, a moda dos palhaços sinistros que vêm aterrorizando moradores dos Estados Unidos anda atingindo novos patamares nas últimas semanas. Além de o número de ocorrências desses casos ter aumentado consideravelmente e de eles terem se espalhado pelas mais diversas localidades da Terra do Tio Sam, a brincadeira de mau gosto começa a ganhar o mundo. No entanto, já em suas primeiras aparições por aqui, os adeptos da pegadinha sentiram – literalmente – na pele o custo de tentar zoar os brasileiros.

Pelo menos, foi isso que aconteceu na madrugada do último domingo (16) em Juazeiro, uma cidade na região norte do estado da Bahia. Na ocasião, segundo reportagem do G1, alguns jovens tentavam assustar as pessoas no meio da noite enquanto filmavam as reações para, posteriormente, publicá-las nas redes sociais. Como já era de se esperar, um dos integrantes do grupo era um rapaz vestido de palhaço – e não um palhaço de verdade – que, “armado” de machado e violão, perseguia desavisados nos arredores da avenida Flaviano Guimarães.

Medo de tomar uma machadada ou de ouvir música ruim?

Claro que não demorou para que a atividade chamasse atenção de uma guarnição da Polícia Militar que circulava pela região. O resultado? Os policiais, ao se depararem com um sujeito correndo atrás de cidadãos locais de forma ameaçadora, fizeram disparos contra o suspeito. Como os agentes, felizmente, usaram balas de borracha no lugar de munição letal, o rapaz foi detido apenas com ferimentos leves na perna direita. Além de Lucas Gustavo, o “palhaço baiano”, um de seus amigos foi levado para passar a noite na delegacia.

O motivo da brincadeira? 15 minutos de fama!

Depois de prestar depoimento e ser liberado pela Polícia Civil, o músico de 18 anos deu uma entrevista explicando o motivo de ter se rendido à mania que anda encantando/assustando pessoas em todo o mundo. De acordo com o jovem, a ideia era aproveitar a moda para criar um conteúdo viral que aumentasse a visibilidade do seu canal recém-lançado no YouTube. Para ele, a popularidade do tema poderia fazer com que seu vídeo caísse no gosto dos internautas e atraísse um bom público para projetos pessoais no futuro.

“Acreditei que, se fizesse essa pegadinha, a galera iria gostar. Dessa forma, o canal iria ter um grande número de inscritos e, a partir daí, eu poderia criar os meus testes sociais e meus vlogs”, explicou ao G1. Tirar uma graninha com a brincadeira também estava nos planos do rapaz, que comentou que “várias pessoas estão ganhando dinheiro com a criação de canais e fazendo vídeos”. A repercussão negativa e a perna ferida, no entanto, mostraram que a carreira do garoto como youtuber pode ser um pouco mais difícil do que se esperava.

Dizendo-se arrependido, o ex-palhaço macabro contou durante a entrevista que não esperava uma reação tão negativa por parte de todos. A principal sequela do caso, para ele, é o fato de, por conta da brincadeira sem graça, muitos dos cidadãos de Juazeiro o estarem taxando de criminoso. “Ir para a delegacia foi ruim demais, mas vários acham que isso foi muito pouco”, lamentou.

A dica para possíveis adeptos da pegadinha assustadora é: tomem muito cuidado

Com base nesse capítulo bizarro do noticiário nacional e conferindo a existência de uma série de grupos dedicados à “caça” dos palhaços no Facebook, a dica para possíveis adeptos da pegadinha assustadora é: tomem muito cuidado. Enquanto algumas brincadeiras funcionam de forma razoavelmente pacífica lá fora – mesmo sendo algo tão sem noção como perseguir as pessoas vestido de monstro –, dá para imaginar que, no Brasil, a resposta pode evoluir de balas de borracha para uma possível tragédia de forma bem acelerada.

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