Um caso bem curioso acaba de vir à tona nos Estados Unidos. Por lá, um agente de imigração que trabalha no "Escritório de Aduana e Proteção à Fronteira dos Estados Unidos da América" protagonizou uma história bem curiosa. O caso foi em 2015, mas somente agora veio a público.

O agente em questão — nome não revelado — foi denunciado após ter tentado acessar conteúdo pornográfico por 644 vezes em apenas dois dias. Dessas tentativas, 467 foram bloqueadas pelos filtros de internet da instituação, mas as outras 177 retornaram resultados.

De acordo com o arquivo conseguido pelo Gizmodo, isso aconteceu porque os conteúdos estavam hospedados em sites como o Flickr ou Tumblr — domínios que não são bloqueados pelos filtros.

Parte do documento conseguido pelo Gizmodo

Depois de ter acesso às informações dos logs de buscas, o Inspetor Geral do departamento examinou os vídeos de segurança e constatou que o agente estava mesmo fazendo navegação indevida — o que incluiu o acesso a conteúdos envolvendo animais e crianças; sendo o primeiro repetidamente buscado e o segundo aparentemente acidental.

A defesa do agente

Apesar de o fato já ser curioso por se tratar de um agente federal dos Estados Unidos, a coisa fica ainda mais estranha quando analisamos a defesa que ele apresentou. De acordo com o agente, a culpa de ele ter acessado os conteúdos indevidos em local de trabalho foi do próprio departamento.

Isso porque, ainda de acordo com o investigado, ele não teria acessado nada se os filtros de internet do local fossem adequados. Nas palavras dele: "Os filtros deveriam ser mais robustos para que impedissem o acesso de qualquer site acessado".

No documento, ele ainda diz pensar que "o departamento deveria ser responsabilizado pro não impedir completamente a ação". Indo ainda mais longe, o investigado diz que os filtros são incompletos e boa parte dos conteúdos bloqueados pelo buscador Google podiam ser acessados via Bing.

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Ainda não há informações sobre o que aconteceu com o agente, mas é provável que o departamento de imigração dos Estados Unidos tenha optado pela demissão dele. Você mandaria um funcionário embora por isso? Ou aceitaria as sugestões de melhorar os filtros?

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