A GHash é uma companhia de mineração de bitcoins que ficou muito famosa ao se tornar a maior fonte de criação de novos valores do mundo. O problema é que isso acabou passando dos limites e agora eles possuem mais de 50% do poder de processamento e mineração de todo o planeta. Ou seja, a GHash se tornou a principal fonte de bitcoins que já foi vista até hoje.

Segundo o site ArsTechnica, o GHash já foi teve cerca de 51% do poder de mineração em cinco ocasiões, sendo que uma delas durou cerca de 12 horas ininterruptas. Tendo essa posição de monopólio, o grupo de mineração vai contra alguns dos princípios da moeda virtual — incluindo o principio da descentralização, que é um dos pilares envolvidos no processo dos bitcoins.

Mais do que a filosofia, o controle do sistema pode significar também um grande risco à segurança do Bitcoin. Segundo o que pesquisadores da Universidade de Cornell (Estados Unidos) informam, a estrutura do Bitcoin não foi feita para suportar o monopólio de uma maneira estável. Com isso, a mineração majoritária pode resultar em bitcoins duplicados, instabilidades na cotação e até mesmo ataques de negação de serviço aos servidores principais.

Críticas duras

Emin Gün Sirer (o pesquisador de Cornell) foi bem enfático: “Ter uma entidade na posição da GHash viola completamente o espírito e as intenções do Bitcoin como uma moeda”. O site The Verge também foi bem duro ao tecer críticas contra o fato, para a publicação online, quanto mais empresas puderem ter acesso a grandes escalas da criptografia do Bitcoin, mais essa moeda estará no caminho de ser um daquelas que ela tenta substituir.

De fato, a mineração do Bitcoin já foi muito mais descentralizada e próxima daquilo que os desenvolvedores do sistema esperavam. Seguindo os exemplos da GHash — que já esteve envolvida em outras denúncias relacionadas ao mau uso do Bitcoin e da mineração , é bem possível que outras empresas invistam em mineradores de larga escala. Será que o Bitcoin está perdendo o foco?

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