A grande esperança dos defensores do Bitcoin é que a criptomoeda assumirá um papel de liderança no comércio de mercados emergentes, mas agora parece que os próprios países emergentes querem utilizar essa tecnologia como moeda nacional.

O Senegal anunciou que estará disponibilizando sua própria moeda nacional totalmente digital, utilizando a mesma tecnologia do Bitcoin, chamada de Blockchain. A nova moeda eletrônica é chamada de e-CFA e terá o mesmo valor do dinheiro em papel que continuará sendo usado.

A tecnologia Blockchain permite que as transações financeiras sejam transparentes e mais seguras. Mas ao contrário do Bitcoin, o uso de dinheiro digital criado por Blockchain ainda permite que os governos e bancos centrais controlem o fluxo de moeda e determinem o quanto está em circulação.

Isso só foi possível graças a uma colaboração entre o Banco Regional de Marchés (BRM) e a eCurrency Mint Limited, startup que utiliza Blockchain em aplicações financeiras. A moeda será distribuída exclusivamente pelo Banco Central, e passou pelas regras de moeda eletrônica estabelecidas pelo Banco Central da União Econômica e Monetária da África Ocidental (UEMOA).

Blockchain: sinônimo de transparência e segurança

O Senegal é na verdade o segundo país a introduzir uma moeda digital baseada em blockchain. A Tunísia substituiu sua moeda digital original chamada eDinar e desenvolveu uma versão similar, mas que utiliza a tecnologia blockchain. Isso demonstra que a África está sendo como “beta tester” nessa nova etapa da evolução financeira.

O sistema foi adaptado por várias indústrias. Singapura, China, Suécia e muitos outros países estão considerando criar suas próprias moedas digitais baseados em blockchain. Os bancos estão usando blockchain para gravar e lidar com transações. Essencialmente, toda e qualquer indústria que optar por mais transparência e segurança deverá ficar atenta a tecnologia blockchain.

A moeda ainda pode ser levada para vários outros países nos próximos anos

Após a estreia no Senegal, a e-CFA será também introduzida pela UEMOA aos outros países que utilizam o Franco CFA da África Ocidental: Costa do Marfim, Benim, Burkina Faso, Mali, Níger, Togo e Guiné-Bissau.

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