Em diversos filmes e seriados de ficção científica, há personagens que têm o poder de utilizar as próprias mentes e cérebros para controlar o corpo de outras — exemplos são o que não falta, como o famoso professor Charles Xavier dos X-Men. No entanto, a realidade é um “pouco” diferente, sendo que essa habilidade não existe.

Contudo, cientistas da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, conseguiram ser as primeiras pessoas no mundo a usar o cérebro de uma pessoa para conseguir realizar movimentos com o corpo de outra. E, ao contrário do que muita gente pode imaginar, apesar da execução complexa, o estudo é mais fácil de ser explicado do que parece.

Internet e um jogo de tiros

Em um prédio, o neurocientista Rajesh Rao utilizou um equipamento que é capaz de captar e mensurar a sua atividade cerebral. Ao mesmo tempo, ele começou a jogar um simples game de computador de tiro, em que ele comandava uma arma e tinha que se imaginar pressionando o “gatilho”, mas sem se movimentar fisicamente.

Do outro lado do campus da universidade, o professor Andrea Stocco utilizou um equipamento que é capaz de estimular o cérebro magneticamente, de acordo com os dados recolhidos do órgão de Rao — ele também utilizou protetores de ouvido e olhou para uma parede, sendo que os sinais foram repassados através da internet.

Como resultado, os pesquisadores conseguiram movimentar os dedos de Stocco sempre que Rao imagina que estava atirando. É claro que o “produto final” é relativamente simples e que os equipamentos utilizados não são novidade, mas esta é a primeira vez que comandos são passados de um humano para outro, abrindo as portas para outras pesquisas deste gênero.

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