A biometria já faz parte da vida do brasileiro há algum tempo, e a leitura de impressões digitais é o tipo mais comum por aqui. As eleições presidenciais de 2010 utilizaram esse mecanismo em 60 cidades. Nessa ocasião, 1,2 milhão de eleitores experimentaram o sistema. Agora, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) planeja implementar a verificação biométrica da digital para todo o país até 2018.

No dia 15 de maio foi anunciado o resultado da concorrência pública que selecionou a empresa responsável por prover este serviço para o Brasil. Especializada em soluções em biometria, a Griaule, pequena empresa nacional, foi escolhida entre grandes concorrentes do setor e receberá o valor de R$ 82 milhões, por dois anos, para fornecer sistemas de verificação de impressão digital.

O processo de implantação ocorrerá em duas etapas: a primeira envolverá a gestão dos 23 milhões de registros biométricos já coletados pelo TSE, o que deve ocorrer até as eleições de outubro. Depois, o passo seguinte é garantir que os 52,8 milhões de cadastros que o órgão pretende colher não sejam duplicados ou fraudados.

Alto poder computacional

Para conseguir tal façanha, a empresa utilizará um supercomputador como servidor que tem capacidade de processando de 1.500 núcleos. Isso se justifica se considerarmos o quanto a máquina terá que trabalhar. Segundo o pesquisador da Griaule, Felipe Bergo, o volume de dados que deverão ser processados chega à ordem dos quintilhões e o computador deverá ser capaz de comparar até 3 milhões de impressões digitais por segundo.

Este programa do TSE iniciou-se em 2012 e atualmente o órgão tem cadastrado apenas 15% dos 142,2 milhões de eleitores. A expetativa é ter feito o escaneamento biométrico de 100% do eleitorado até 2018, período que o número terá subido para 160 milhões de pessoas.

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