Na esquerda, o material é danificado normalmente, enquanto do outro lado ele começa a se regenerar. (Fonte da imagem: Reprodução/Engadget)

Quando o assunto é o futuro das baterias feitas para gadgets em geral, grande parte dos cientistas aposta no silício — e o motivo para isso é a capacidade do material de absorver energia durante a recarga, o que garante um período de funcionamento do aparelho em questão. No entanto, há um problema relativamente grave.

Quando baterias deste tipo estão carregando, o material utilizado acaba se expandindo, originando quebras (elas são parecidas com rachaduras e literalmente se despedaçam). Com isso, o componente acaba perdendo a sua capacidade de guardar energia aos poucos, o que faz com que ele se torne inútil em um curto espaço de tempo.

Por conta disso, cientistas começaram a trabalhar para fazer com que essa espécie de quebra não aconteça. A inspiração veio de revestimentos feitos para robôs, que são capazes de se regenerar — há até mesmo um celular com essa característica. Dessa maneira, o problema com o silício começa a ser resolvido.

Aumentando a durabilidade...

Neste caso, os pesquisadores de Stanford conseguiram desenvolver um polímero de silicone que envolve o silício. Por conta das sua estrutura de baixas ligações químicas, essa “pele” é capaz de se juntar novamente, regenerando grande parte do dano sofrido. Dessa maneira, a bateria construída pode durar um tempo bastante considerável.

Os primeiros testes já começaram a surtir efeitos positivos, já que a bateria com o “poder de cura” conseguiu durar 100 ciclos de carga e descarga. No entanto, o objetivo dos responsáveis pelo projeto é o de fazer com que ela dure 3 mil — e aí, você acha que eles conseguem?

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