(Fonte da imagem: Reprodução/Keith Weller - Agricultural Research Service)

Na produção de baterias para aparelhos eletrônicos, uma das partes mais caras é o cátodo – que fica ainda mais dispendioso quando é composto por cobalto ou metais mais preciosos. Mas alguns cientistas e pesquisadores especializados no tema estão buscando formas de acabar com os altos custos e substituir os materiais por um elemento bem mais barato.

Trata-se de um “licor” marrom, criado com base nos resíduos do processamento da madeira para a produção de papel. Os materiais são colocados em ácido sulforoso, sendo aplicada uma pressão bastante alta para extrair lignina e quebrar as fibras da madeira. Tudo isso gera resíduos que são habitualmente jogados fora, mas que podem ser utilizados para a produção de cátodos de baixo custo.

O fato está sendo realizado por Olle Inganas (professor de Eletrônica Orgânica e Biomolecular da Universidade de Linköping, Suécia) e Grzegorz Milczarek (pesquisador da Universidade de Poznan, Polônia). Os dois publicaram um artigo na Science Magazine, explicando exatamente o funcionamento do sistema.

Um cátodo de madeira?

O “licor marrom” é primariamente uma quantidade de lignina quebrada que pode apresentar muitas moléculas com boa condutividade elétrica, as quais são responsáveis pelo transporte dos elétrons durante a fotossíntese. Conectando isso a um polímero condutor, os cientistas conseguiram criar o cátodo artificial.

A “magia” acontece quando as membranas semipermeáveis dos resíduos de madeira conseguem deixar passar certas quantidades de elétrons. É isso que permite a absorção e armazenamento de energia elétrica – por um tempo limitado, por enquanto. Os próximos passos do projeto envolvem a estabilização do cátodo, para que as cargas possam ser mais duráveis. 

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