Um pequeno retângulo da película inventada pela equipe da UCLA (Fonte da imagem: UCLA Engineering)

Um grupo de cientistas da Universidade da Califórnia, Los Angeles, conseguiu criar quase um motoperpétuo: um aparelho que utiliza a energia luminosa emitida por ele próprio para aumentar seu tempo de funcionamento. A criação em questão é uma película fotovoltaica orgânica polarizante (tradução livre de polarizing organic photovoltaic), que poderá ser utilizada na produção de smartphones e tablets.

O LCD normal funciona usando duas películas polarizadas que deixam apenas um pouco da retroiluminação passar. Pequenas moléculas de cristal líquido são encapsuladas entre as duas películas e podem ser ativadas por pequenos transistores para atuarem como válvulas. Manipulando cada uma das válvulas de luz, também conhecidas como pixels, pode-se escolher a quantidade de luz que se quer deixar passar.

A tecnologia atual de LCD costuma consumir entre 80 e 90% da energia de baterias para dispositivos móveis, e aproximadamente 75% da luz gerada é perdida pelos polarizadores.

O que a equipe da UCLA criou foi chamado de fotovoltaico orgânico polarizante, que tem o potencial de incrementar o funcionamento de qualquer LCD, atuando simultaneamente como polarizador, um dispositivo fotovoltaico e um painel fotovoltaico para luz do ambiente e do sol.

Assim, é possível que grande parte da luz emitida e, anteriormente, perdida, seja recuperada pelo fotovoltaico orgânico polarizante e reaproveitada no dispositivo. Dos 75% de luz perdidos no padrão atual, três quatros seriam redirecionados para a recarga do aparelho.

Você pode ler o artigo completo (em inglês) na Biblioteca Online Winley (é necessário registrar-se).

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