(Fonte da imagem: Reprodução/Shutterstock)

Em junho, o número de conexões de banda larga em território brasileiro atingiu 27 milhões de pontos, que consideram os acessos fixos e por modem 3G – crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período do ano passado, de acordo com o relatório semestral da Cisco.

O estudo, realizado em conjunto com o instituto IDC, prevê que esse número passará de 43 milhões em 2017, totalizando um aumento de 54,2% se comparado à estimativa para o fim deste ano, que é de 28,38 milhões de conexões. Esse grande crescimento pode ser atribuído às iniciativas governamentais e privadas que visam expandir o acesso à internet, impulsionadas pelos eventos internacionais que ocorrerão nos próximos anos no Brasil (Copa do Mundo e Jogos Olímpicos).

Popularização das conexões móveis

O analista de telecomunicações do IDC Samuel Rodrigues disse que há uma aceleração nos tipos de conexão móveis – os usuários são pessoas que já possuem conexão em casa ou moradores de regiões mal guarnecidas de opções de banda larga residencial. Das atuais conexões, 19,9 milhões são fixas e 7,3 milhões são móveis.

"Vemos que a banda larga fixa continua crescendo, e isso deve ajudar o Brasil nos próximos anos, já que o principal problema econômico atual no país é o de produtividade", disse o presidente da Cisco no Brasil, Rodrigo Dienstmann, durante o evento em que foi anunciado o relatório, em São Paulo.

A Cisco também frisou que o PNBL (Plano Nacional de Banda Larga) e seu regime especial de tributação, o REPNBL, são dois fatores que colaboram para as previsões otimistas de aumento do número de conexões. Um dos problemas recorrentes apresentados é a baixa velocidade em grande parte das residências, pois cerca de 40% das pessoas pagam por conexões com menos de 2 Mbps.

Os relatórios da Cisco e IDC são realizados com dados fornecidos por Vivo, Claro, NET, Oi, TIM, GVT, Algar Telecom, Star One e provedores menores, além de outras fontes de dados, como publicações jornalísticas e o governo federal.

Mesmo preço e aumento de velocidade

Graças aos avanços tecnológicos, o preço por Mbit caiu. O fato é que o valor médio pago pelos brasileiros se mantém o mesmo, porém houve um pequeno aumento de velocidade nas conexões. Entre os fatores que expandiram a velocidade de conexão, estão o crescimento do cabo alternativo de fibra ótica e de 4G. Este último, apesar de não ser tão popular no país, pode ter o preço diminuído em um futuro bastante próximo e acabar de vez com o estigma da má conexão móvel no Brasil. 

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