As Forças Armadas dos Estados Unidos encomendaram à fabricante de produtos aeroespaciais Lockheed Martin uma remessa de 2.443 caças de combate modelo F-35 Lightining II, que só devem entrar em operação a partir do ano que vem. No entanto, os pilotos daquele país já estão sendo treinados para operar os aviões, graças a simuladores virtuais que os permitem praticar táticas de combate e reconhecimento nas três variantes da aeronave.

Uma vez que todos os simuladores são réplicas exatas do interior do cockpit de um F-35 e estão conectados em rede, pilotos podem treinar o manejo do caça a partir de qualquer lugar do mundo e em diferentes configurações de condição climáticas. O avião possui tecnologias avançadas antidetecção e voa a velocidades próximas dos 2 mil km/h, ou quase 1,6 vez a velocidade do som. O veículo de motor único conta com apenas um assento e foi projetado para realizar diversas missões diferentes.

Por isso, conta com três variantes:

  • F-35A: Pouso e decolagem tradicional
  • F-35B: Decolagem de pista curta/pouso vertical
  • F-35C: Decolagem a partir de porta-aviões

Todas elas contam com sistemas aviônicos integrados e sensores poderosos que permitem aos pilotos coletar dados, saber o que está acontecendo em todas as direções ao redor da aeronave e obter informações sobre seus alvos de forma rápida e efetiva. A ideia é que quem esteja conduzindo um F-35 aviste um adversário ou obstáculo muito antes de ser visto.

Contudo, a compra dos jatos tem encontrado muitas críticas nos Estados Unidos devido aos atrasos na entrega das aeronaves e ao custo do acordo com a Lockheed Martin, que provavelmente vai custar ao governo o dobro do que se havia projetado inicialmente. Cada avião do modelo F-35B, o mais caro entre os três, custa US$ 134 milhões (cerca de R$ 518,3 milhões), e há quem afirme que esse é o sistema de armas mais caro já comprado por aquele país.

Dos 1.043 caças que deveriam ter sido entregues em setembro deste ano, apenas 179 já estão nas mãos dos militares. O Corpo de Fuzileiros Navais divulgou no verão americano que seus jatos já atingiram status operacional. A Aeronáutica deve ter os aviões prontos para combate no ano que vem e a Marinha só deve igualar a situação em 2018. A estimativa é de que já existam 200 pilotos completamente treinados para operar o F-35 até agosto de 2016.

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