O famoso e temido “teste da centrífuga” foi completado com sucesso por um piloto nesta semana. Ele se submeteu à força 9G por quatro vezes durante 1m30s – significa que o homem suportou até nove vezes o peso de seu próprio corpo sem desmaiar. O exame é realizado com o intuito de adaptar o corpo às eventuais condições apresentadas por caças ou por espaçonaves no momento de decolagem.

Conforme explica Jimmy Rollins (via Reddit), um estudante da escola de aviação norte-americana, é bastante raro que pilotos tenham de se submeter à força 9G. Ainda assim, e segundo observa o aspirante a piloto, “para alguém iniciante, 5G já parece ser uma tonelada”. De acordo com outro usuário do fórum online, a contração de todos os músculos oferece ao corpo uma resistência a mais 2G.

É por isso que, no correr do vídeo, o instrutor orienta o piloto a “apertar as pernas e a apertar o bumbum”. Acontece que a contração evita que o sangue seja expelido de uma vez para todas as extremidades e deixe então de chegar ao cérebro, o que pode levar o piloto a desmaiar.

Pilotos brasileiros já passaram pelo teste

Em novembro de 2014, dois capitães brasileiros também passaram pelo teste da centrífuga na Suécia. Gustavo de Oliveira Pascotto e Ramon Santos Fórneas se submeteram ao exame para obter certificação para pilotar o caça supersônico Gripen, que é capaz de atingir mais de duas vezes a velocidade do som.

“O que sentimos é parecido com o que sentimos durante um voo no nosso dia a dia, mas, durante o treinamento na centrífuga, é mais intenso e a carga G é muito alta e atingida rapidamente, além de termos que ter condições de suportá-la por até 15 segundos”, comentou Michael Lundquist, comandante da escola sueca, em entrevista ao G1.

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