Bater algumas fotos enquanto se está a uma altitude de muitos pés, com um belo céu azul ao redor, pode parecer uma boa ideia, certo? Bem, mas e se aquelas fotografias à la Instagram pudessem comprometer a segurança do voo? De fato, isso até já pode ter acontecido. Ao analisar um acidente aéreo ocorrido em maio do ano passado nos EUA, a National Traffic Safety Board (NTSB) afirmou que a utilização de câmeras dentro da aeronave pode ter contribuído para o desastre.

A conclusão foi tirada após a análise de uma câmera GoPro que era mantida no interior da cabine. Basicamente, o desempenho do piloto pode ter sido comprometido pela utilização de flashes e pelo registro dos famigerados “selfies”. De acordo com os especialistas, o piloto teria experimentado certo grau de desorientação espacial por conta da distração.

Selfies e fotos variadas na cabine

De acordo com os investigadores, entretanto, a câmera não chegou a registrar imagens imediatamente anteriores ao acidente — embora registros de voos anteriores tenham mostrado o piloto e os passageiros registrando imagens variadas durante o voo. Além do comandante da aeronave, também um dos passageiros morreu durante o acidente.

“Os registros da GoPro revelaram que tanto o piloto quanto vários passageiros tiravam fotos de si mesmos com seus aparelhos celulares, e, durante o voo noturno, o flash da câmera foi utilizado durante a decolagem, enquanto o avião ganhava altitude e também durante o voo propriamente dito”, consta no relatório da NTSB.

De fato, é possível que as viagens rápidas fossem destinadas justamente para as fotografias — o que revela um registro efetuado em voo realizado seis minutos antes da viagem catastrófica. “O radar mostra o avião decolando, voando normalmente e aterrissando seis minutos depois”, atesta o documento.