(Fonte da imagem: David Eun/Twitter)

A teoria mais forte sobre o acidente ocorrido em julho com um Boeing 777 em San Francisco, nos EUA, é mesmo a explicação correta para a tragédia. O problema foi falha humana, já que o piloto não compreendia direito os sistemas do veículo e acreditou que uma série de comandos automáticos impediriam uma eventual queda.

Em depoimento, o piloto sul-coreano Lee Kang Kug adimitiu que ajustou os controles em modo "idle", que é como se fosse um "ponto morto" da aeronave, mas acreditou que a função "auto-throttle" seria ativada automaticamente. Esse útimo mecanismo é responsável por manter a aeronave acima de uma velocidade mínima de pouso, necessária para manter o avião na altitude correta e pronto para o pouso.

Lee só percebeu o erro quando já era tarde demais: ele tentou cancelar a aterrissagem, mas não impediu a queda. Ao todo, o acidente matou três pessoas e feriu outros cem passageiros.

Relatórios iniciais suspeitavam também de falhas no "auto-throttle", mas isso foi descartado. Agora, várias questões são levantadas: será que o piloto não era inexperiente demais para comandar essa aeronave, já que ele também demorou oito segundos para tentar reajustar os comandos após o aviso de emergência? E pior: a confiança excessiva de que os computadores farão tudo por você não "relaxou" o condutor, causando o acidente?