(Fonte da imagem: Reprodução/NASA)

Se você já assistiu aos filmes da saga de Guerra nas Estrelas, há grandes chances de você se lembrar das TIE Fighters — as naves utilizadas pelo Império nas batalhas espaciais que eram travadas com a Aliança Rebelde. Mas você sabe qual é o significado de “TIE”? Trata-se de uma sigla para “Twin Ion Engines”, que em português significa “Motores iônicos gêmeos”.

E é bem possível que, em alguns anos, motores desse tipo possam ser encontrados em caças militares do mundo real. Isso acontece porque cientistas do MIT — o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (EUA), um dos mais respeitados de todo o mundo — estão desenvolvendo um sistema de propulsão iônica que pode revolucionar tudo o que conhecemos sobre aviação na atualidade.

Criando um “vento iônico”, é possível gerar uma potência 55 vezes maior do que a encontrada em motores normais a jato. Além de mais fortes e rápidos, eles também seriam muito mais silenciosos e garantiriam que os aviões passassem por radares sem serem identificados. Mas é difícil que os aviões com motor iônico sejam utilizados em batalhas aéreas, pois o governo norte-americano parece ter outros planos para ele.

Há grandes chances de que os propulsores sejam instalados em aeronaves responsáveis pelo reconhecimento de regiões remotas. A CIA (Agência de Inteligência dos Estados Unidos) estaria bem interessada em utilizar os motores iônicos em aviões para estes fins, uma vez que eles seriam mais difíceis de serem rastreados, garantindo maiores chances de sucesso nas espionagens.