Ampliar (Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)

Em um futuro não muito distante, poderemos ver aviões muito mais econômicos, que, no lugar de precisar ligar as turbinas em terra para taxiar pela pista do aeroporto, poderão simplesmente aproveitar a energia que eles adquiriram durante o pouso.

A tecnologia para que isso se torne realidade já existe: é o famoso KERS, usado nos carros de Fórmula 1, que absorve a energia que o carro adquire ao frear e a armazena em uma bateria, para dar força extra ao motor. O equipamento, nos aviões, funcionaria de forma semelhante, gerando uma rede de eletricidade eficiente.

Se naqueles pequenos veículos o sistema já gera bons resultados, é só imaginar o que deve acontecer no caso de um enorme avião pousando a centenas de quilômetros por hora. Segundo o professor Paul Stewart, da Universidade de Lincoln, ao EPSRC, “quando um Airbus 320 pousa, por exemplo, a combinação de seu peso e velocidade gera em torno de três megawatts de força”.

Mas se essa tecnologia já existe e pode ser tão benéfica, por que ela ainda não está sendo utilizada? O fato é que, embora seja possível, em teoria, ainda há um bom número de obstáculos técnicos a se contornar, como o peso do conversor, que seria bastante “robusto”. Até o momento, não foi encontrada uma solução viável para isso.