O design de aeronaves pode mudar drasticamente depois de testes realizados pela Universidade de Southampton, na Inglaterra.  O primeiro avião totalmente impresso em 3D decolou nesta quinta-feira (28) na Inglaterra por apenas 10 minutos, porém tornou-se um marco na área por seu pioneirismo.

Batizado de SULSA (sigla para Southampton University Laser Sintered Aircraft), o modelo funciona por energia elétrica e é bem menor que uma aeronave comum, com asas de apenas 2 metros de envergadura. Para construí-lo, foi utilizada uma EOS EOSINT P730.

O método de fabricação é o do laser de sintetização, que monta os objetos de plástico ou metal camada por camada e permite alterações mínimas no design do objeto criado. Isso é possível também graças à impressora: o avião foi dividido em vários pedaços, impressos separadamente e reunidos através de encaixes projetados pela própria máquina.

(Fonte da imagem: Universidade de Southampton)

A partir de um piloto automático, o SULSA pode alcançar até 160 km/h. Em velocidades menores, ele ainda consegue ser bastante silencioso.

Os aviões feitos por impressoras 3D podem ser desenvolvidos em questão de dias e a partir de um custo baixo, diferentemente da fabricação convencional. Por enquanto, não há previsões de que essa tecnologia seja atualizada para naves tripuladas.