Houve uma época em que o trajeto entre Nova York e Londres era feito em apenas 3 horas e 30 minutos, em vez das costumeiras 7 ou 8 horas. Isso acontecia a bordo de um verdadeiro ícone da indústria aeronáutica: o Concorde. Depois de um acidente em 2000 e de uma reavaliação dos custos astronômicos de manutenção, no entanto, o modelo foi aposentado em 2003.

Agora, no entanto, uma empresa quer ressuscitar a viagem supersônica: a norte-americana Boom Supersonic quer colocar seu avião para voar até 2023 e a promessa é de que ele será mais barato e mais confortável que seu predecessor espiritual.

Apresentado durante o Paris Air Show, o Boom poderá acomodar entre 45 e 55 passageiros e atingir uma velocidade Mach 2.2, ou aproximadamente 2.695 km/h – o suficiente para baixar em 15 minutos o tempo do Concorde no trecho Nova York/Londres, que voava a Mach 2.02.

A parte do “mais barato”, no entanto, é relativa: os bilhetes para voar na aeronave da Boom ainda custariam cerca de US$ 5 mil (o que dá cerca de R$ 16 mil), o que é significativamente mais barato que os quase US$ 16 mil (R$ 52 mil) cobrados pela passagem do Concorde em 2003.

O segredo para a redução de preços está também na redução de peso da aeronave, que tem fibra de carbono em parte de sua composição e é menor que o avião que operou pela British Airways e pela Air France durante décadas, o que vai tornar o processo de lotar os assentos um pouco mais fácil.

O projeto da Boom é suportado pela Virgin Group, de Richard Branson, e a empresa afirma que já tem 76 pedidos de cinco diferentes companhias aéreas. Um protótipo, chamado de XB-1, deve voar ainda este ano.