Além de projetos envolvendo viagens espaciais, a NASA também se arrisca em outras empreitadas. Uma das mais recentes é a construção do X-57, um avião elétrico que será feito a partir de uma modificação do bimotor P2006T, que foi fabricado pela empresa italiana Tecnam. 

De acordo com as informações divulgadas pela agência espacial, o X-57 terá 14 motores elétricos acoplados em asas que terão design inédito. Dessa forma, doze deles ficarão no bordo principal e serão usados para aterrisagens e decolagens, enquanto os outros dois ficarão nas pontas das asas para uso enquanto o avião estiver em altitude de cruzeiro. 

Outro detalhe divulgado é que como ele não vai precisar de combustível para locomoção, não produzirá nenhum tipo de exaustão. Com isso, o intuito é demonstrar o uso de tecnologias avançadas para reduzir não apenas o consumo de combustível, mas também as emissões de poluentes e ruídos. 

Esse modelo tem como meta comprovar que a distribuição de energia elétrica pode gerar uma redução de cinco vezes na energia necessária, dando a um avião comercial a possiblidade de voar a 280 km/h e reduzindo seus custos operacionais em até 40%.

“Com o retorno dos X-aviões pilotados para as pesquisas da NASA – o que é uma parte fundamental do nosso projeto de dez anos chamado Novos Horizontes da Aviação –, o X-57, com dimensões comerciais, será o primeiro passo na abertura de uma nova era da aviação”, comentou Charles Bolden, administrador da NASA. 

Conceito do X-57

Foi dito ainda que esse modelo tem como meta comprovar que a distribuição de energia elétrica por meio de um grande número de motores integrados pode gerar uma redução de cinco vezes na energia necessária, dando a um avião comercial a possiblidade de voar a 280 km/h e reduzindo seus custos operacionais em até 40%. 

Homenagem 

Apesar de ser conhecido como X-57, esse modelo de aeronave também recebeu o apelido “Maxwell”. Este foi oferecido como uma homenagem ao físico escocês James Clerk Maxwell, que no século 19 fez alguns trabalhos pioneiros sobre eletromagnetismo e lançou as bases para as teorias formuladas por Albert Einstein. 

Além disso, é válido mencionar que o primeiro avião que recebeu a designação X foi o X-1, que, em 1947, rompeu a barreira do som e foi a primeira aeronave a conseguir tal feito.