O FCC, órgão regulatório das telecomunicações nos Estados Unidos, decidiu multar a operadora AT&T pela realização de práticas que não ficavam claras a seus consumidores. Aparentemente, a empresa passava a reduzir a velocidade de navegação dos assinantes de seu plano ilimitado após determinado uso de dados, sem deixar claro em contrato que havia essa possibilidade.

Devido a isso, a empresa pode ser forçada a pagar uma multa de US$ 100 milhões, valor recorde imposto pela instituição. Segundo um membro sênior da FCC, a redução era tão grande que em alguns momentos “aplicações mobile básicas não abriam” e que essa situação durava um tempo médio de 12 dias.

“A AT&T implementou uma política de “Bit Rate Máximo” e cortava a velocidade máximo dos consumidores ilimitados depois de eles terem usado uma quantia determinada de dados dentro de um ciclo de cobranças. Essas velocidades eram muito menores do que as divulgadas pela AT&T e limitavam severamente a capacidade de seus consumidores de acessar a internet ou usar aplicativos de dados durante o restante do ciclo de cobrança”, afirma o relatório.

A empresa afirmou que vai disputar a multa, afirmando que a prática foi considerada legítima pelo órgão regulatório, que a considerou “um meio racional de gerenciar recursos de rede para o benefício de todos os consumidores”. A AT&T afirma que a FCC sabe que diversos provedores usam essa solução há anos e que a companhia sempre foi transparente com seus consumidores, indo além das regras estabelecidas por lei nesse sentido.

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