Ultrabooks da Sony estavam disponíveis para o público durante o evento (Fonte da imagem: Tecmundo/Baixaki)

Muitos pensam em arte como algo chato e praticamente inalcançável, sempre exposta em museus repletos de regras para visitação. Mas a terceira edição do The Creators Project, evento realizado pela Intel e pela revista Vice, no último final de semana (4 e 5 de agosto) na capital de São Paulo, mostrou que a tecnologia pode desafiar não apenas esse preconceito, mas também os próprios artistas, que encontram novos meios de se expressar e mais ferramentas para seus trabalhos.

"Parede" usa sensores de movimento para desconstruir imagens refletidas (Fonte da imagem: Tecmundo/Baixaki)

Logo na entrada do hall de exposições, o visitante se deparava com “Parede”, criação da dupla Cantoni e Crescenti e que consistia de lâminas metálicas capazes de refletir o ambiente. Com pequenos sensores de movimento, essas placas rotacionam sequencialmente, desconstruindo, assim, a imagem vista pelo observador.

Usar um iPhone para fazer parte da arte

Em uma sala mais escura, o “OctoCloud”, da SuperUber, encantava os donos de iPhone e outros smartphones com suporte para HTML5. Por meio de seus gadgets, os visitantes se conectavam a uma rede e executavam uma aplicação web que permitia a interação em tempo real com a obra: disparar projéteis virtuais que tinham sua aceleração alterada de acordo com o relevo da superfície da obra.

Por meio de smartphones, visitantes interagiam com o OctoCloud (Fonte da imagem: Tecmundo/Baixaki)

O “OctoCloud” funciona como uma espécie de game e, ao destruir um certo número de objetos, uma nova animação é liberada como recompensa.

Interação com projeções

Mas uma das instalações mais impressionantes era, sem dúvida, “The Treachery of Sanctuary”, do americano Chris Milk. Nela, o visitante tinha a própria silhueta capturada e projetada em três painéis. No primeiro deles, era possível experimentar a sensação de ter o corpo se desintegrando e se transformando em pássaros, inclusive com a possibilidade de interagir ainda mais com a obra, se movimentando.

Depois, o participante tinha o próprio corpo atacado por diversas aves, tornando quase impossível não se lembrar do filme “Pássaros”, de Alfred Hitchcock. De acordo com o artista, essa “destruição” representa a autocrítica e as críticas externas ao processo de produção.

Já o terceiro painel mostra o visitante com asas gigantes, transcendendo a ideia da morte, no painel anterior.

Meditation 1208 faz uso de sons relaxantes e projeções interativas (Fonte da imagem: Tecmundo/Baixaki)

E por falar em transcendência, essa é uma das palavras-chaves por trás da instalação “Meditation 1208”, de Minha Yang, que convida as pessoas a interagir com formas e sons bastante relaxantes.

Cores e pixels no mundo físico

“Arco-Íris”, de Gisela Motta e Leandro Lima, se apoia no padrão RGB e em um efeito físico conhecido como persistência retiniana, uma espécie de ilusão provocada quando um objeto visto pelo olho humano persiste na retina por uma fração de segundo logo depois de ser observado. Assim, sete unidades de LEDs RGB (vermelho, verde e azul), quando giradas, davam ao visitante a percepção das sete cores do arco-íris.

Arco-Íris usa LEDs RGB e efeito de ilusão de ótica para criar cores em movimento (Fonte da imagem: The Creators Project)

Já o pessoal que gosta de arte pixelizada não perdeu tempo ao interagir com “Six-Forty by Four-Eighty”, projeto da dupla Jamie Zigelbaum e Marcelo Coelho que levava os pixels para o mundo real, em forma de cubos luminosos que podiam ser livremente deslocados em um painel, com o objetivo de formar imagens.

Pixels se tornaram objetos físicos manipuláveis em instalação do evento (Fonte da imagem: Tecmundo/Baixaki)

As cores dos cubos podem ser trocadas com simples toques sobre as peças e até um “Ctrl-C Ctrl-V” físico pode ser experimentado: basta deixar uma das mãos sobre um cubo e, em seguida, tocar em outro pixel para que a cor de um passe para o outro.

Galerias virtuais com imagens interativas

A captura de imagens também esteve presente em duas instalações. A primeira delas, “o.lhar”, de Raquel Kogan, captura GIFs animados dos olhos ou outras partes do corpo do visitante e os exibe em um mosaico projetado na parede.

o.lhar cria mosaico com GIFs animados produzidos pelos visitantes (Fonte da imagem: Tecmundo/Baixaki)

Já o álbum virtual #Creators Live, produzido por Doug Carmean do Intel Labs e Benjamin Lotan do Social Print Studio, exibe em uma galeria interativa as fotos enviadas para o Instagram pelos participantes do evento. Como se não bastasse, os visitantes também podem interagir com as imagens projetadas, como se a parede da sala tivesse se transformado em uma grande tela touchscreen.

Fotos publicadas pelo Instagram faziam parte da galeria interativa projetada pela Intel (Fonte da imagem: Tecmundo/Baixaki)

Além das instalações, o festival também contou com exibição de filmes inéditos, debates sobre criação artística e cultural e shows de artistas como Karol ConKá e AraabMUZIK. Os 4 mil ingressos distribuídos para o público se esgotaram rapidamente antes do primeiro dia de evento (04), o que tornou essa edição do The Creators Project a maior já realizada no Brasil.

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