“A dor é tão intensa que a vítima vai pensar ter morrido”. Essa é uma das descrições que tem sido atribuídas à mais nova arma criada pela China. Sob o nome de WB-1, a invenção inspira-se tanto no equipamento norte-americano Active Denial System quanto no mundo da ficção: por meio de ondas milimétricas, um disparo capaz de esquentar a água localizada debaixo da pele das vítimas é feito; um “desconforto intenso”, mas não letal, é então sentido.

O alcance da arma é de cerca de 80 metros – se poder extra for gerado, por exemplo, por fontes externas de energia, um alvo à distância de quase 1 quilômetro pode ser atingido. Mas de que forma os militares chineses pretendem utilizar o canhão WB-1? Especula-se que a instalação do aparelho deverá ser feita em navios que protegem as fronteiras da China.

Canhão chinês WB-1.

O equipamento é pouco discreto, e uma base de comando aparentemente complexa precisa ser usada para a operação da arma. Dessa forma, acredita-se que o WB-1 não deverá ser utilizado durante confrontos policiais em terra, como em manifestações populares. Uma versão reduzida do armamento não parece estar dentre os planos dos chineses – as autoridades orientais não vão, assim, carregar uma “Estrela da Morte” em miniatura em seus bolsos.

Poeira e chuva

Poucos esclarecimentos técnicos acerca do WB-1 foram feitos. Ainda assim, os aspectos da arma norte-americana não letal e também capaz de disparar ondas milimétricas contra inimigos devem ser considerados. Acontece que o Active Denial System não funciona adequadamente quando submetido a chuva ou a poeira – a arma leva 16 horas para ser iniciada (assista à demonstração do aparelho desenvolvido pelos Estados Unidos abaixo).

Não se sabe se essas particularidades foram ajustadas pelos engenheiros chineses – se estes problemas persistem também na versão oriental da máquina cuspidora de micro-ondas, uma tempestade em alto-mar seria suficiente para desarmar um parrudo navio de guerra chinês.

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