A plataforma de transferência de fundos digitais PayPal encomendou à BigData Corp. uma pesquisa a respeito dos hábitos dos consumidores brasileiros em relação ao consumo de aplicativos em dispositivos móveis. Um dos dados mais interessantes revelados pelo estudo é que apps que não são atualizados constantemente tendem a cair no esquecimento rapidamente.

Os principais programas das lojas de apps costumam ganhar uma nova versão a cada 20 dias, em média. Outros apps com uma quantidade expressiva de downloads (acima de 10 milhões) recebem uma atualização a cada três meses, aproximadamente. No entanto, 85% dos usuários no Brasil baixam apenas aplicativos gratuitos em seus smartphones ou tablets.

Os games são o tipo de aplicativo mais visado pelo brasileiro, e representam 18% de todos os downloads em dispositivos móveis no país. Em segundo lugar vêm as aplicações educativas (9%) e em terceiro as ferramentas de produtividade (7%). Os apps pagos mais procurados são aqueles que customizam o aparelho, enquanto versões digitais de revistas e notícias são os que menos despertam interesse dos brasileiros.

De acordo com os dados da pesquisa, nenhum aplicativo que possua mais de 10 milhões de downloads no Brasil é pago, tanto na App Store quanto na Google Play Store. Entre os apps que ultrapassaram esse limiar, 40% deles são jogos e 10,5% são ferramentas de produtividade. Outras categorias têm poucos representantes com uma quantidade tão expressiva, já que 59% dos programas que foram baixados por brasileiros possuem menos de mil dowloads.

Entre os games, a categoria que vem em primeiro lugar são os puzzles, com 21% da preferência dos usuários. Em seguida vêm os casuais com 19,5% e em terceiro os arcades, com 16,5%. Apesar de os jogos serem os mais baixados, os apps mais utilizados são os de comunicação, como os de redes sociais e os mensageiros instantâneos.

Paula Paschoal, diretora de Vendas e Desenvolvimento de Negócios do PayPal Brasil, fez um comentário sobre o estudo, levando em consideração o fato de a maior parte do público não baixar apps pagos. “A pesquisa demonstra, por exemplo, que a startup ou o desenvolvedor que deseja ter sucesso nesse mercado deverá buscar um modelo de negócios que preveja um aplicativo gratuito, o qual conte com formas alternativas de receitas – entre elas, a venda de parte do conteúdo ou o uso de banners”.

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