Seja para tentar achar sua alma gêmea ou, quem sabe, engatar um caso rápido para o fim de semana, o Tinder se tornou uma referência entre os serviços de relacionamento, crescendo exponencialmente desde seu lançamento, em 2012. De olho na satisfação de seu público e buscando inovar para atrair um número ainda maior de clientes, a empresa parece ter começado a enxergar com bons olhos a possibilidade de um incluir uma ferramenta de vídeos no software – algo que vem sendo pedido há algum tempo.

Esse e outros planos foram revelados por Sean Rad, cofundador da companhia, em uma entrevista para o portal de marketing The Drum. Ao que parece, a adição do recurso ao aplicativo tem origem no interesse cada vez maior do setor corporativo em divulgar suas marcas na plataforma. Isso porque, se para a maioria dos usuários o Tinder é apenas um app bacana para conhecer pessoas, para as empresas o programa se revela como uma nova mídia que contém um público amplo e pronto para ser exposto ao conteúdo publicitário.

O problema é que ao passo que Facebook, Instagram e Twitter investem de forma agressiva na propagação de vídeos, o software de relacionamentos restringe a utilização deles apenas a anunciantes, que podem promover seus produtos com base nos interesses das pessoas. Porém, o sucesso dessas ações e a baixa rejeição aos perfis de marcas parecem ter aberto o caminho para que os aficionados do Tinder participem da brincadeira.

“É complicado, mas ainda estamos pensando na maneira certa de implementar isso para o público”, explicou Sean. Faz sentido que a empresa esteja discutindo tudo internamente nos mínimos detalhes antes de liberar uma atualização que adicione o recurso. Isso porque é fácil prever que as produções multimídias podem acabar sendo usadas para todo tipo de fim obscuro, deixando de lado a ideia básica de que os vídeos são apenas mais um modo de mostrar um pouco mais de si mesmo para outros companheiros.

Anunciantes são bem-vindos

Enquanto isso não acontece, a rede continua a ser uma espécie de paraíso para anunciantes, com um dos maiores índices de envolvimento dos usuários com as propagandas veiculadas no app. Nos EUA, por exemplo, gigantes como a Fox estão utilizando o sistema para criar perfis falsos de personagens de alguns de seus seriados, fazendo com que o público possa interagir constantemente com essas figuras fictícias.

Aqui no Brasil, o Ministério da Saúde tentou emplacar uma campanha de conscientização, mas como não contou com a aprovação a criadora do aplicativo, precisou tirar do ar o material elaborado especialmente para a rede. Para Sean, ainda é preciso que o Tinder instrua e acompanhe o trabalho dos colaboradores, uma vez que ele acredita que é importante que fique claro ao público se determinado conteúdo é patrocinado ou não.

Qual sua reação ao se deparar com anúncios durante a navegação pelo aplicativo? Acha que a rede conta com publicidades interessantes ou a intromissão acaba atrapalhando na hora de deslizar o dedo para cá e para lá? Não vê a hora de encher seu perfil de vídeos? Deixe seu comentário mais abaixo.

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