Pelo menos seis cidades brasileiras viram nesta quarta-feira (8) protestos de taxistas contra o aplicativo Uber e outros apps de carona que estão se tornando cada vez mais populares. Segundo os motoristas, serviços como esses são “ilegais e clandestinos, pois não pagam impostos, não têm alvará e não oferecem segurança ao passageiro”.

Em São Paulo, cerca de 2,5 mil taxistas participaram do protesto na tarde de hoje. Já em Curitiba, pelo menos 500 profissionais também foram as ruas pedir providências em relação ao tema. “São carros executivos fazendo serviço de taxista. Estamos pedindo que as autoridades tomem providências com relação a isso”, destacou Anderson de Souza Barros, presidente da Rádio Táxi Curitiba.

Em nota oficial, a Uber destacou que os brasileiros devem ter o seu direito de escolha assegurado. "A Uber ressalta ainda que não é uma empresa de táxi, muito menos fornece este tipo de serviço, mas sim uma empresa de tecnologia que criou uma plataforma tecnológica que conecta motoristas parceiros particulares a usuários que buscam viagens seguras e eficientes, em mais de 300 cidades de 56 países".

De acordo com a Secretaria Municipal de Transportes de São Paulo, o serviço de passageiros deve ser realizado exclusivamente por taxistas autorizados pela prefeitura. O vereador Adilson Amadeu (PTB-SP), que participou dos protestos, é autor ainda de um projeto de lei que proíbe o uso de carros particulares com aplicativo de transporte de passageiros. O texto do projeto prevê multa de R$ 1,7 mil e apreensão do veículo.

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