Tem muito “vídeo íntimo” vazado na web dando audiência para sites pornográficos e matando de vergonha as vítimas do tal “revenge porn”. Contudo, se você não abre mão de sentir aquela sensação de perigo enquanto está fazendo aquilo com seu parceiro ou parceira, existe uma forma de gravar suas atividades conjugais e não correr o risco de cair na rede. Estamos falando de um app chamado Rumuki, disponível para iOS na App Store.

Sempre que o cara ou a garota for rever o momento de alegria, ele ou ela terá que pedir autorização para fazer isso

Essa ferramenta permite gravar seus vídeos na hora do vai e vem e, em seguida, criptografar o conteúdo para que ele só seja executado quando todos os evolvidos autorizarem. Ou seja, sempre que o cara ou a garota for rever o momento de alegria, ele ou ela terá que pedir autorização para fazer isso.

Isso é possível porque, para gravar um vídeo, o Rumuki pede que dois iPhones sejam pareados. Assim, a ferramenta gera uma chave criptografada para cada aparelho e, depois de capturado, o vídeo é salvo de forma codificada. Para descodificá-lo e assisti-lo, a pessoa precisa das duas chaves. Ao tocar na thumb do “clipe quente”, o celular da outra pessoa recebe uma notificação, perguntando se ela autoriza a visualização.

Longe da web

A gravação em momento algum é transferida de um celular para o outro via web ou qualquer outro método de cópia de dados. Por isso, o vídeo só pode ser visualizado no smartphone de quem fez a gravação. Também não dá para exportar o arquivo, o que impede a pessoa de publicar o conteúdo na web.

Outra função interessante é a possibilidade de uma das partes “deletar” o vídeo sem a autorização da outra. Assim, se o namoro acabar, um dos usuários pode simplesmente apagar sua chave de criptografia. Sem isso, a outra parte nunca mais poderá executar aquela sacanagem novamente.

O único jeito seria gravar com outro smartphone a tela do aparelho autorizado a ver o vídeo íntimo, mas a vítima do vazamento saberia exatamente quem fez isso e quando aconteceu. Ainda não há uma versão para Android, mas boa parte do código do app é aberta e está disponível para desenvolvedores verificarem a segurança da ferramenta.