(Fonte da imagem: Reprodução/VentureBeat)

Tudo indica que a Apple prepara o lançamento de seu serviço de rádio, batizado apropriadamente de iRadio, para a WWDC (Worldwide Developers Conference), a conferência anual da empresa que acontece entre os dias 10 e 14 de junho em San Francisco, nos Estados Unidos.

Após fechar um acordo com a Universal Music no mês passado, a Apple concluiu as negociações de licença de uso com o selo Warner Music, ampliando os direitos de reprodução do catálogo de músicas para seu serviço de rádio. A empresa segue agora em discussão com o braço musical da Sony, para garantir aos consumidores o acervo das três maiores companhias do mercado.

Chegando tarde, mas com toda a força

O serviço da Apple pode estar chegando tarde ao mercado que se popularizou em canais como o Pandora e o Spotify, mas os concorrentes têm com o que se preocupar. A Apple se tornou uma grande aliada das gravadoras e dos selos musicais pelo sucesso de vendas no iTunes, com mais de 500 milhões de usuários ativos.

Contado com essa base de clientes, o iRadio deve funcionar de maneira integrada à biblioteca pessoal de cada usuário, permitindo o streaming de canções de artistas específicos ou de gêneros relacionados, e possibilitando que músicas sejam adquiridas diretamente pela loja da Apple.

Além de receberem uma parcela expressiva do lucro com propagandas pelo serviço de rádio, as gravadoras têm grande interesse na possibilidade de que os usuários do iTunes comprem as músicas pelo canal da Apple, o que tem facilitado as negociações entre as companhias. Atualmente, os selos recebem 70% de cada compra efetuada na loja.

Briga de gente grande

O mercado de streaming de músicas está ficando cada vez mais competitivo. No mês passado, a Google lançou o seu canal de rádio, o Google All Access, e planeja integrar em breve o serviço ao YouTube, que ainda é hoje o local mais procurado pelos jovens para escutar suas canções.

Para entrar com força nessa briga, a Apple tem negociado diretamente com os selos musicais em busca de acordos mais abrangentes e com melhor oferta de participação nos lucros. A tática da empresa tem funcionado, enquanto serviços como o Pandora vêm recebendo críticas das gravadores pela baixa remuneração.

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