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'Quantidade de desinformação absurda': executivos de Bets rebatem críticas ao setor

Em uma nova edição do TecInverso, recebemos representantes das casas de apostas para falar sobre regulamentação do setor, mercado ilegal, patrocínios no futebol e muito mais. Confira!

Avatar do(a) autor(a): Redação TecMundo

schedule18/07/2025, às 15:15

updateAtualizado em 18/07/2025, às 17:39

Uma nova edição do TecInverso vai ao ar nesta sexta-feira (18), apresentando entrevista com dirigentes de casas de apostas e do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), que representa 14 empresas, incluindo marcas com atuação em outros países. Na conversa, os convidados rebatem as críticas direcionadas ao setor.

“Hoje existe uma quantidade de desinformação absurda no mercado. Então, é importante trazer informação e que têm empresas sérias”, apontou o presidente do IBJR, Fernando Vieira. Além dele, estarão presentes o country manager da Betano Brasil, Guilherme Figueiredo, e o CEO da Sporting Bet Brasil, Antonio Forjas.

Quais temas serão abordados nesta edição do TecInverso?

O mercado de apostas ilegais foi um dos assuntos da conversa. Segundo Vieira, cerca de 70% dos apostadores têm dificuldade para saber se uma bet possui autorização para funcionar ou atua de maneira ilegal, mas a chegada dos apps de apostas à loja oficial do Android pode mudar o cenário, pois irá direcionar o usuário para as plataformas legalizadas.

  • A regulamentação das apostas também tem ajudado nisso, segundo o porta-voz do IBJR, com as empresas autorizadas oferecendo um serviço diferente das ilegais;
  • Nelas, os menores de idade são proibidos de se cadastrar, devido à exigência da biometria facial, e há outras garantias para quem faz apostas;
  • Por outro lado, os entrevistados disseram que a regulamentação demorou a acontecer, contribuindo para a disseminação da desinformação, e criticaram os políticos que estão se aproveitando da CPI das Bets para modificar a lei;
  • “Se você olhar hoje no Congresso há mais de 300 projetos de lei de alguma maneira tentando estrangular, tentando modificar e piorar em 99% dos casos, uma regulamentação que tem somente seis meses”, comentou Vieira;
  • Vale citar que as bets foram alvo de debate em uma Sessão Deliberativa Ordinária no Senado, esta semana, após a divulgação de um relatório sugerindo que os brasileiros deixam de comprar comida para apostar.

Disputa de mercados

Os representantes do setor de apostas ainda responderam críticas ao setor de apostas que foram feitas por instituições que representam os bancos. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) já se posicionou “preocupada” com o crescimento e popularização das apostas, sendo que o presidente do órgão já disse que a atividade pode aumentar o endividamento.

Sobre isso, os entrevistados apontaram que há outros tipos de gastos causando mais problemas do que as bets

“Vamos dizer assim, será que é o sistema bancário que vai falar para nós que as bets que estão endividando as pessoas? O sistema bancário que do país que é o terceiro maior do mundo em termos de spread bancário [diferença entre a taxa de juros que um banco cobra ao emprestar dinheiro e a taxa que ele paga ao captar o dinheiro]?”, argumentou Fernando Vieira. “Será que a Febraban está mesmo preocupada com o endividamento brasileiro”, questionou.

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Fernando Vieira (à esquerda), Antonio Forjas (centro) e Guilherme Figueiredo (à direita) falam sobre o mercado de bets. (Imagem: TecMundo)

O presidente do IBJR ainda criticou o setor do varejo, que também tem mostrado preocupação com as bets. Ele afirmou que o debate com outros mercados está com muito “discurso ideológico” e que tudo virou um “campo de batalha”.

"Teve aí a turma do varejo reclamando muito também, sendo que dentro do varejo, quem tá ganhando dinheiro é quem oferece o cartão ali da Lojas Pernambucanas. Não é a blusinha [que gera dinheiro], é o cartão”, acrescentou Vieira.

Eles também disseram que as bets têm o entretenimento e a diversão como foco, com muitas pessoas apresentando dificuldade para entender isso, criticando a cultura criada principalmente por influenciadores e famosos de que as apostas são uma fonte de renda e investimento.

Onde assistir?

O TecInverso com os dirigentes das casas de apostas vai ao ar nesta sexta-feira no canal do TecMundo no YouTube. Na entrevista, eles também falam sobre pagamentos de impostos, patrocínios aos times de futebol e muito mais. Confira, abaixo, o vídeo:

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Confira também: Nossa equipe, como avaliamos as Bets e nossas recomendações sobre jogo responsável.

Perguntas Frequentes

Por que os representantes das casas de apostas afirmam que há muita desinformação sobre o setor?
Segundo Fernando Vieira, presidente do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), existe uma “quantidade de desinformação absurda” sobre o mercado de apostas. Ele destaca a importância de esclarecer que há empresas sérias atuando no setor e que a regulamentação recente ajuda a diferenciar plataformas legais das ilegais.
Como a regulamentação tem impactado o mercado de apostas no Brasil?
A regulamentação tem contribuído para tornar o mercado mais seguro e transparente. Empresas autorizadas oferecem garantias como a proibição de cadastro de menores de idade, com uso de biometria facial, e serviços diferenciados em relação às plataformas ilegais. No entanto, os entrevistados criticam a demora na regulamentação e o uso político da CPI das Bets para tentar modificar a legislação recém-implementada.
Qual é a principal dificuldade dos apostadores em identificar plataformas legais?
De acordo com Fernando Vieira, cerca de 70% dos apostadores têm dificuldade para saber se uma plataforma de apostas é legalizada. A chegada dos aplicativos de apostas às lojas oficiais, como a do Android, pode ajudar a direcionar os usuários para plataformas autorizadas, reduzindo o uso de sites ilegais.
O que os executivos do setor dizem sobre as críticas feitas por bancos e varejistas?
Os representantes das casas de apostas rebateram críticas da Febraban e do setor varejista, argumentando que há outros fatores que contribuem mais para o endividamento da população. Vieira questionou se o sistema bancário, com um dos maiores spreads do mundo, seria o mais adequado para criticar as apostas. Ele também apontou que o varejo lucra mais com cartões de crédito do que com produtos vendidos.
As apostas esportivas são uma forma de investimento?
Os entrevistados afirmaram que as apostas devem ser vistas como entretenimento e diversão, e não como fonte de renda ou investimento. Eles criticaram a cultura promovida por influenciadores e celebridades que apresentam as apostas como uma forma de ganhar dinheiro, o que pode gerar expectativas irreais entre os usuários.
Qual foi a reação do setor às discussões no Congresso sobre as apostas?
Fernando Vieira criticou o fato de existirem mais de 300 projetos de lei no Congresso tentando modificar a regulamentação das apostas, que tem apenas seis meses. Ele considera que a maioria dessas propostas tende a piorar a legislação e vê o debate como excessivamente ideológico, transformando o tema em um “campo de batalha”.
Onde é possível assistir à entrevista completa com os dirigentes das casas de apostas?
A entrevista completa com os representantes das casas de apostas e do IBJR está disponível no canal do TecMundo no YouTube, no programa TecInverso, que foi ao ar às 16h da sexta-feira (18).
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