A prática de root em tablets e smartphones Android é algo relativamente comum e que fica cada vez mais fácil, mas parece que a Google dificultou a decisão de quem deseja modificar o sistema e obter as permissões de superusuário. Isso porque o Android Lollipop (5.0) tem uma forma diferente de fazer atualizações que pode prejudicar quem realizou o desbloqueio.

No novo Android, foi feita uma mudança drástica nas atualizações Over-the-Air (OTA), que são aquelas que acontecem quase automaticamente e só precisam de uma conexão com a internet e da autorização do usuário. Nas versões anteriores, o sistema OTA agia individualmente: um dado por vez, a modificação de cada arquivo da partição do sistema era feita em passos como localização, confirmação de assinatura e atualização. Para a Google, o processo é um pouco lento, mas ele é perfeito para quem realiza o root. O motivo é a permissão para que as atualizações OTA aconteçam em todos os arquivos que não haviam sido modificados pelo superusuário, fora a facilidade de acesso a esses dados.

Agora, o script de modificação não checa cada arquivo individualmente, tratando o sistema operacional como um grande bloco de informações a serem atualizadas e confirmadas. Segundo a Google, isso faz com que "usuários do Android tenham certeza de que, quando iniciam o dispositivo, ele esteja no mesmo estado que a última vez em que foi usado", além de acelerar muito o download via OTA.

A função é chamada de verified boot e já existia em fase experimental no Android KitKat. Em outras palavras, quem fizer o root não terá acesso a novas atualizações OTA sem ter um trabalho a mais e perder as modificações.

E agora?

Quem ainda está disposto a rootar o aparelho tem uma solução parcial que é trabalhosa: instalar um firmware "zerado" do Android Lollipop, realizar as atualizações OTA mais recentes e só então voltar à customização via root.

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