“Fazer root” ou “rootar” no tablet ou smartphone com Android é um termo relativamente comum entre grupos de pessoas com aparelhos que rodam o sistema operacional da Google. Se você nunca fez isso no seu, com certeza conhece alguém que se vangloria por ter desbloqueado o próprio gadget e vive insistindo para quem todos os amigos façam o mesmo.

Muita gente tem curiosidade de saber o que é e como funciona o root, mas fica inseguro ou com medo do processo – à primeira vista, ele parece complicado demais. Aqui no TecMundo, já publicamos um tutorial em vídeo em 2012 e um segundo passo a passo com os benefícios e outras algumas possibilidade de desbloqueio, mas é preciso tempo, cuidado e paciência para completá-los.

Felizmente, a história não é mais bem assim e tudo ficou muito mais fácil com as ferramentas certas. Por isso, preparamos um tutorial com dois programas para PC que fazem o desbloqueio de forma quase automática para você: o VROOT e o Kingo Android Root. Os procedimentos funcionam de verdade e são seguros, mas o que mais importa é que exigem poucos passos e quase nenhum clique na tela.

O que é?

O processo de root é uma modificação no sistema operacional original. Ele remove travas e limitações existentes no Android original e possibilita acesso completo do usuário a arquivos e processos, transformando você no chamado superusuário.

Desse modo, você pode fazer configurações bastante específicas e é até possível substituir pastas da administração do sistema. Outra função bastante comemorada é executar apps especializados que não são autorizados pela Google ou vendidos na Google Play, o que permite à pessoa colocar uma interface totalmente personalizada para rodar sobre a original.

Por que fazer?

Há quem acredite que deve ser natural a liberdade de acessar toda e qualquer configuração de um sistema operacional baseado em um código aberto – como é o caso do Android, cuja fonte é o Linux.
Na prática, você pode aproveitar ROMs personalizadas de bastante qualidade, como o CyanogenMod, que é consagrado na área. Caso tenha mais conhecimento de mobile, pode acessar camadas mais internas do sistema e até corrigir falhas ou otimizar serviços.

Além disso, com aplicativos como o Wanam Xposed, as personalizações são intermináveis: você pode alterar barra de notificações, tela de bloqueio, notificações e cores do sistema.

Por que não fazer?

A decisão de fazer ou não o root no aparelho é difícil e compreensível de ser tomada. Afinal de contas, apesar de a ideia de tirar todas as travas do sistema ser tentadora, o processo é perigoso e pode trazer algumas consequências indesejadas.

Para começar, você com certeza perderá a garantia do aparelho, já que as fabricantes e operadoras consideram que o root é burlar a proteção garantida em contrato e alterar softwares ou utilizar serviços considerados impróprios. Mas o risco maior é o de "brickar" o aparelho — ou seja, inutilizá-lo completamente e transformá-lo em algo tão útil quanto um pedaço de tijolo.

Por isso, os próprios desenvolvedores do Kingo Android Root recomendam: só faça o root de você realmente precisa, não só “porque está afim” ou “é legal”. Há processos para reverter o desbloqueio, mas isso só é disponibilizado em alguns aparelhos e o perigo de brickar o aparelho continua.

Kingo Android Root

O Kingo Android Root é um aplicativo que facilita muito e praticamente automatiza o processo de root. Ele localiza e baixa os drivers necessários, garantindo na hora a permissão de superusuário. Mas nem todos os aparelhos são compatíveis com a ferramenta: antes de começar, certifique-se de que o seu esteja na lista.

O primeiro passo é baixar o programa e instalá-lo no computador. Em seguida, conecte o tablet ou smartphone no PC via cabo USB. Com o programa aberto, espere ele reconhecer o Android e indicar se ele já possui root ou pode ser desbloqueado.

Dependendo do aparelho, o processo é automático e o download de arquivos começa sem qualquer configuração. Isso pode durar vários minutos, então tenha paciência. Às vezes, é preciso executar passos manuais, como desconectar o dispositivo do USB para o download terminar e só depois conectá-lo novamente.

Você precisa ainda autorizar a depuração de USB para a transferência ser concluída, ou seja, permitir a cópia de arquivos do PC para o Android. Para isso, vá em “Configurar”, acesse “Opções de desenvolvedor” e mantenha a caixa “Depuração de USB” ligada. Se o item não estiver visível, acesse “Sobre o telefone” e toque várias vezes na opção “Versão do sistema” para tornar-se administrador e ativar essa seção.

Quando uma janela saltar no seu dispositivo, selecione “OK” nas duas plataformas. Com tudo pronto, basta clicar em “Root” e logo depois em “OK”, na janela de autorização seguinte. Com tudo terminado, é só selecionar “Finish” e aproveitar o aparelho rootado.

VROOT

O VROOT é um app que tem uma interface bastante amigável durante o desbloqueio. Ele tem um visual simples, com botões bem objetivos, mas o grande diferencial é a compatibilidade: ele opera com mais de 8 mil modelos de Android no mercado, incluindo aquelas versões xing-ling.

Os primeiros passos são os mesmos do anterior: instale o programa, ative a depuração do USB no gadget e conecte o cabo no computador. Em seguida, abra o VROOT, espere que ele reconheça o tablet ou smartphone e indique se o root é ou não possível. Se a permissão for concedida, é só tocar em “Root” e aguardar alguns minutos. Pronto! O aparelho já está disponível com todas as permissões de superusuário.

Vale lembrar que seus dados e contatos não são perdidos com o root do aparelho e é possível reverter o processo em ambos os aplicativos, mas é sempre bom fazer um backup antes dos procedimentos.