De acordo com recentes investigações da Lookout Mobile Security em parceria com a Google, um dos mais sofisticados softwares de espionagem já desenvolvidos para iOS está de volta em uma versão para Android. Conhecida popularmente como Pegasus, a ferramenta criada pelo NSO Group foi descoberta em 2015 e visa invadir a privacidade de representantes governamentais.

Batizada como Chrysaor pela própria Google, a descoberta é capaz de capturar conversas, dados da agenda de contatos, histórico de navegação do navegador, imagens presentes na galeria e até mesmo coletar qualquer conteúdo digitado no teclado do aparelho – tudo isso sem despertar qualquer suspeita. O desenvolvimento do Spyware foi tão meticuloso que ele é capaz de destruir todos os seus traços caso "se sinta em risco".

Também como acontece no Pegasus, o software para Android foi desenvolvido visando a alvos muito específicos, o que levanta a suspeita de que ambas as aplicações foram financiadas por algum governo a fim de espionar autoridades. Ainda de acordo com as informações da Lookout, ao menos 36 pessoas tiveram seus aparelhos infectados com sucesso – todos eles figuras importantes dos Emirados Árabes, do México, da Geórgia, da Turquia e predominantemente de Israel.

A cautela é a única forma de evitar os ataques

Em meio a tantas similaridades, a maior diferença entre os dois espiões é a forma como cada um se instala nos smartphones. Enquanto o Pegasus se aproveitava de vulnerabilidades no kernel do iOS 9.3.5, o Chrysaor realiza o rooting (desbloqueio) dos aparelhos de forma remota e então invade os arquivos de sistema do aparelho para roubar os dados.

Por se tratar de um recurso nativo do Android, o acesso root não é algo que pode ser corrigido pelo Google, como o que foi feito pela Apple em relação às falhas do iOS 9. No entanto, a Gigante das Buscas se comprometeu a dar suporte às vítimas da invasão e promete continuar as investigações.

Ambas as companhias recomendaram que os usuários da plataforma tomem cuidado com o conteúdo que instalam em seus smartphones

Apesar de funcionarem silenciosamente, tanto o Chrysaor quanto o Pegasus exigem instalações manuais para funcionar, atraindo todas as pessoas atacadas com anúncios e mensagens direcionadas.

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