(Fonte da imagem: Reprodução/Shawn Low/CNET Asia)

Ter uma câmera compacta sempre no bolso é uma ótima ideia até mesmo para fotógrafos profissionais. Só que nem todos os equipamentos são capazes de satisfazer a todos os públicos, mas a Fujifilm XF1 veio para acabar com isso.

Ela conta com controles manuais, embora também tenha opções automáticas para quem só quer apertar o botão e deixar a câmera fazer todo o trabalho. O aparelho tem sensor CMOS e faz fotos em até 12 MP (JPEG, RAW, RAW + JPEG), possuindo lente f=6.4 - 25.6 mm, equivalente a 25 - 100 mm em analógicas 35 mm.

Sua abertura máxima é F 1.8 e ela traz função Macro e ISO 100 - 3200 em modo automático e 12800 no manual. A câmera também permite fazer a compensação de exposição e traz filtros e efeitos. Neste artigo, testamos e avaliamos a XF1, com um veredito final para você saber se ela compensa o investimento ou não. Vamos aos prós e contras?

Aprovado

Visual

A XF1 é uma câmera que segue a linha retrô da Fujifilm. Embora ela não tenha um aspecto similar ao de câmeras antigas, ela conta com acabamento em couro (três cores disponíveis: preto, marrom e vermelho) e alguns elementos que dão um ar mais saudosista e elegante ao equipamento.

(Fonte da imagem: Reprodução/Fujifilm)

Com cerca de 200 gramas, ela é leve o bastante para tornar qualquer clique confortável. O aparelho conta com um flash embutido bastante discreto, algo que valoriza ainda mais o equipamento. Em sua parte frontal, tudo o que você vai visualizar é a lente e o sensor.

Controles manuais simplificados

Poucas câmeras compactas permitem o controle manual, e aquelas que contam com a possibilidade geralmente não trazem um sistema muito prático, já que o equipamento não foi criado tendo esta função como a principal.

(Fonte da imagem: Divulgação/Fujifilm)

Na XF1 isso é diferente. A câmera permite comandar abertura do diafragma e velocidade do obturador em botões diferentes. Com isso, você não precisa acessar uma série de menus para fazer suas escolhas. Você não vai perder nenhum clique, muito menos se cansar dos comandos do aparelho. Além disso, a XF1 também conta com controle de ISO, compensação de exposição e balanço de branco.

Conexão HDMI e filmagem em Full HD

Cada vez mais presente em aparelhos eletrônicos, o HDMI também está na Fujifilm XF. Isso é uma mão na roda para quem quer mostrar suas fotos diretamente em um televisor, mantendo a alta qualidade das imagens existentes no equipamento.

Imagem feita na XF1 (Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

A ferramenta pode ser bastante útil para quem quiser utilizar o modo de filmagem da câmera, que faz capturas em Full HD 1920x1080, a 30 fps. Falando em qualidade de imagem, a XF1 traz características impressionantes, além de uma opção bastante interessante: a possibilidade de fazer imagens .RAW, um ponto alto para quem quer tratar as imagens depois.

Filtros, panoramas e funções customizáveis

A XF1 conta com filtros que simulam os filmes Fuji, como o Velvia (chrome) e o Astia, além de filtro sépia e três opções de preto e branco: comum, com contraste médio e contraste alto. Embora a mudança neste último caso não seja tão visível, a ferramenta ajuda a quem não domina ferramentas de tratamento, além de fazer com que você perca menos tempo na pós-produção.

Imagem feita com filtro B&W na XF1 (Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Outra vantagem do aparelho é que ele traz em seu corpo dois botões Fn customizáveis, ou seja: você pode ter duas das ferramentas mais importantes a apenas um toque do aparelho.

Zoom poderoso

Duas fotos feitas do mesmo local mostram a capaxidade de aproximação do equipamento (Fonte da imagem: Baixaki/Tecmundo)

Se você gosta de conferir cada detalhe de uma cena, a XF1 é uma ótima alternativa. Com ela, você consegue visualizar qualquer elemento com uma ótima aproximação (zoom de até 4x, que a Fujifilm compara ao uso de uma 25-100 mm) e, o melhor: sem perder a qualidade da imagem.

Reprovado

Acabamento

Embora a XF1 tenha um visual incrível, o acabamento dela deixa (e muito) a desejar. Ao recebermos o aparelho para testes, um dos botões na parte superior já estava perdendo sua tinta. A junção do couro em laterais é feita com uma intersecção de plástico, mas, ao redor da tela, o couro simplesmente termina colado ao display.

(Fonte da imagem: Divulgação/Fujifilm)

Além da sensação de uma falta de acabamento, isso faz com que a câmera fique mais sensível à ação do tempo. Não é difícil imaginar que, com o uso constante, aquele couro comece a se soltar, ainda mais que essa parte fica exatamente em locais que são usados para segurar o equipamento.

Isso é de certa forma surpreendente, já que a Fujifilm foi bastante cuidadosa em outros modelos, como a X100S, que conta com uma moldura ao redor do display, cobrindo essa junção. Isso ocuparia um pouco de espaço na parte traseira, o que possivelmente fez a fabricante optar por deixar o acabamento de lado na XF1, mas certamente o visual de novo do aparelho duraria por muito mais tempo.

Lente

A lente da XF1 não tem nenhum problema em si, mas nela está escondido o sistema para ligar a câmera e começar os disparos. Para usar o equipamento, você deve girar a lente levemente para o lado direito, puxá-la para frente e girá-la novamente.

Instruções para ligar a câmera (Fonte da imagem: Reprodução/Fujifilm)

Além de ser uma perda de tempo no dia a dia, isso não é muito intuitivo. Ao recebermos a câmera para testes, a primeira reação foi procurar o botão para ligar o equipamento. Como ele não existe, perdemos alguns minutos tentando entender o que faria a câmera ativar a lente, já que não há qualquer indicação específica no corpo dela.

Talvez a Fujifilm tenha tentado dar mais um toque retrô ao aparelho, já que o sistema aparece em câmeras analógicas, como a La Sardina, da Lomography. Outra vantagem disso é a economia de espaço na frente, pois o mecanismo faz o corpo da câmera ser mais compacto. No entanto, isso pode fazer com que você perca um momento especial, já que não basta apertar um botão para que tudo funcione.

Sistema de foco manual

Ao contrário do que acontece com os controles de abertura e velocidade, a XF1 peca no comando do foco. O maior problema talvez se deva à falta de um visor. Para quem está acostumado com câmeras DSLR, usar o display para fazer o foco é um pouco incômodo.

Aqui, o fotógrafo aparece ajustando o zoom da câmera. Enquanto isso, o foco é feito por um pequeno botão na parte traseira. O sistema seria mais prático e preciso caso essas funções fossem invertidas. (Fonte da imagem: Reprodução/Fujifilm)

A XF1 dá uma ajudinha, mostrando algum detalhe do objeto para que você tenha uma precisão maior, mas, mesmo assim, o comando feito pelo botão giratório não é a melhor forma de ajustar o foco. Com certeza a câmera seria mais prática caso o zoom fosse feito pelo menu e o foco em um anel na lente – e não o contrário.

Flash fraco

O flash da XF1 é pequeno, discreto e fica escondido dentro do corpo da maquina, podendo ser acionado por um pequeno botão na parte traseira. Isso, sem duvidas, deixa o visual da câmera ainda mais minimalista.

No entanto, não espere que esse minúsculo flash vá fazer milagres. Imagens feitas em locais pouco iluminados vão precisar de um ISO bastante alto e a sua sorte é que a XF1 chega ao ISO 12800, mas só parta para essa opção caso você não queira perder significativamente a qualidade das fotografias.

Vale a pena?

Não há como negar que a XF1 é uma câmera que causa uma ótima primeira impressão. O visual incrível, a possibilidade de ter comandos manuais em um aparelho tão compacto e a alta qualidade de imagem fazem com que ela mereça destaque entre as opções disponíveis no mercado atualmente.

O que faz com que o equipamento perca muitos pontos em sua avaliação é o seu preço. O valor sugerido pelo fabricante é de R$ 1.599, mais do que o dobro do preço de câmeras com configurações semelhantes, compactas e com comandos manuais.

Mesmo se a comparação for feita com modelos como a PowerShot S110 – muito parecida com a XF1 –,  a máquina da Fujifilm ainda sai perdendo: com o preço dela, você pode comprar o equipamento da Canon (cerca de R$ 1.000) e ainda sobram R$ 600, com os quais você pode comprar mais uma câmera compacta com comandos manuais (como a WB150F da Samsung – R$ 500) – e ainda sobra dinheiro para acessórios, como um cartão de memória!

Ou seja: não vale a apena investir na XF1. Embora ela tenha algumas vantagens interessantes – como dois botões de função e dois comandos separados para controle de obturador e diafragma –, as vantagens do equipamento não chegam a valer a diferença de preço se comparado ao de outras câmeras disponíveis no mercado.

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