Como você já deve ter percebido, a aposta das fabricantes de eletrônicos para manter o interesse dos consumidores está nos ultrabooks.

Ao que parece, os investimentos das empresas têm dado certo e a procura por essa categoria de computadores portáteis vem aumentando ao longo dos últimos meses. Com isso, não param de surgir novos modelos dessas máquinas que cada vez mais estão mais finas, leves e com configurações mais robustas.

Uma das companhias que entrou de cabeça nesse segmento é a Acer, que já possui um vasto portfólio de linhas de ultrabooks. Recentemente, analisamos o Aspire S5, e agora tivemos a oportunidade de testar o Aspire M (M5-481T-6417).

Confira o que achamos desse modelo intermediário da fabricante chinesa voltado para o público comum, ou seja, quem deseja navegar na internet, editar textos e imagem, escutar música e assistir a vídeos e filmes em alta definição sem perder a portabilidade da sua máquina.

Especificações 

(Fonte da imagem: Reprodução/Tecmundo)

    Aprovado

    Elegância e robustez

    A primeira coisa que nos chamou atenção no Aspire M foi o seu visual. Assim como em outros modelos de portáteis da marca que já testamos, incluindo o Aspire S5, a Acer caprichou no design deste equipamento.

    O ultrabook possui linhas curvas e suaves, dando a sua aparência um toque de requinte e elegância. O acabamento dessa máquina é impecável, sem qualquer fissura ou imperfeição em toda a sua carcaça.

    Toda a sua estrutura possui um revestimento que parece ser de aço escovado, evitando que ele fique cheio de marcas de dedo com frequência e facilitando a sua limpeza quando isso acontece. Além disso, tal característica dá ao aparelho um ar mais moderno e passa a sensação de robustez.

    (Fonte da imagem: Divulgação/Acer)

    A disposição dos conectores nos agradou de forma geral. A maioria das portas está na parte traseira do Aspire M, incluindo as duas entradas USB 3.0, a saída HDMI, a conexão de rede (RJ-45) e o suporte para a trava de segurança Kingston. Na lateral direita, você encontra o conector para o fone de ouvido e a entrada para cartões de memória.

    O único incômodo que percebemos é a proximidade dessas entradas. Com isso, ao usar pendrives ou conectores que possuam o suporte de encaixe um pouco mais largo, é possível que eles impeçam a inserção de outro componente.

    Usabilidade

    Um dos recursos mais importantes para que a sua interação com qualquer computador portátil seja agradável é o teclado. Nesse sentido, o Aspire M não deixou a desejar. Isso porque ele possui teclas com dimensões adequadas, bem espaçadas e responsivas.

    Assim, você não precisa pressionar o teclado com força para que os caracteres sejam digitados e evita erros de digitação por ter esbarrado em uma tecla indesejada. Além disso, todo o teclado possui iluminação com LEDs — algo muito importante para que você o utilize sem complicações em ambientes escuros, como palestras ou até mesmo no quarto.

    (Fonte da imagem: Reprodução/Tecmundo)

    O touchpad usado por este ultrabook da Acer também se mostrou satisfatório. Ele tem um tamanho que permite uma navegação confortável. Sua estrutura possui uma textura que não prende o seu dedo, tornando os deslizes mais suaves e evitando cliques por engano.

    Os botões, assim como as teclas, não precisam de muita pressão para responder a comandos. Por fim, o suporte para multitoques garante que você tenha maior liberdade e fluidez na hora de transitar entre janelas, abas e modos de visualização no Windows 8.

    Em alto e bom som

    Sem dúvida, um dos grandes atrativos do Aspire M é a presença do sistema de áudio Dolby Home Theater v4. Em nossa análise, executamos diversos arquivos de áudio e vídeos, tanto locais como via streaming.

    No início, deixamos o volume em 10% do total e aos poucos fomos aumentando até que o máximo fosse atingido. Com isso, pudemos comprovar que o ultrabook é capaz de reproduzir sons de forma extremamente qualificada, com uma sonoridade clara e quase sem ruídos.

    (Fonte da imagem: Reprodução/Tecmundo)

    Somente quando o volume foi colocado em 100% foi possível perceber algumas pequenas distorções e leves chiados nos graves — mas nada que tenha comprometido nossa experiência. Isso poderia ser corrigido com a utilização de alto-falantes maiores ou mais potentes.

    Assim, o Aspire M pode ser uma boa alternativa para quem tem interesse em obter a melhor experiência sonora possível, levando em conta a categoria de portáteis intermediários — o que significa não gastar tanto para isso.

    Rápido como um raio

    Outra coisa que nos impressionou no Aspire M é a velocidade com que ele é despertado após um período de hibernação. Graças ao recurso Green Instant On, o ultrabook promete ser “acordado” em cerca de 1,5 segundo quando executados programas mais leves, como navegadores, editores de texto e players de música.

    Tiramos a prova dessa rapidez e fomos surpreendidos. A reinicialização do sistema é quase instantânea: você mal acaba de levantar a tampa com a tela e o portátil já está pronto para ser logado.

    Por sua vez, a função Instant Connect é responsável por conectar você à web em 2,5 segundos. Dessa forma, em aproximadamente 5 segundos você está pronto para retomar as suas atividades que permaneceram pausadas.

    Reprovado

    Precisando de um regime

    Sempre que escutamos a palavra ultrabook é inevitável que venha a nossa cabeça uma relação com um computador portátil extremamente leve e fino — o que infelizmente não é o caso do Aspire M.

    Obviamente, ele é menor e mais leve do que um notebook tradicional, mas os seus 2,1 kg o fazem ser bem mais pesado do que o MacBook Air, uma das referências da categoria, e o Aspire S5 da própria Acer — ambos com 1,3 kg.

    (Fonte da imagem: Reprodução/Tecmundo)

    Isso pode ser explicado pela presença do drive óptico, algo pouco comum entre os ultrabooks. Por esse tipo de recurso estar caindo em desuso, nós achamos o ganho de peso para acomodá-lo desnecessário. Você deve demorar mais para cansar ao carregá-lo do que ao transportar um laptop convencional, mas a nossa expectativa era encontrar uma máquina um pouco mais esbelta.

    Não estou enxergando nada

    O display do Aspire M possui 14 polegadas, sendo um pouco superior ao de muitos dos modelos de ultrabooks existentes no mercado. Contudo, ela usa de forma pouco harmoniosa o espaço disponível na tampa superior do eletrônico.

    A área de exibição não é expandida por todo o vidro, deixando bordas pretas que não possuem função nenhuma e quebram o visual elegante do aparelho. É válido salientar que esse é meramente um “problema“ estético.

    (Fonte da imagem: Reprodução/Tecmundo)

    Porém, a tela também apresentou uma característica bastante incômoda: um alto índice de reflexão. Basta uma fonte luminosa um pouco mais intensa para que o conteúdo apresentado seja sobreposto pela projeção da luz, mesmo com o brilho do display configurado em sua capacidade máxima.

    Usar este computador portátil com o display voltado para uma janela em dia ensolarado ou em ambientes externos pode ser bastante complicado, pois você terá grandes dificuldades para ver o que está sendo apresentado na tela.

    Pequenos detalhes

    O Aspire M é muito bonito, e isso é inegável. A sua elegância chama atenção de longe e a boa impressão é mantida quando você se aproxima. Contudo, ao começar a utilizá-lo pudemos perceber alguns pequenos detalhes que não acompanham o capricho de acabamento e aparência geral do modelo.

    (Fonte da imagem: Reprodução/Tecmundo)

    A primeira coisa que achamos estranha foi o posicionamento do botão de ligar e desligar, que fica “escondido” em uma parte na carcaça na qual ele fica voltado para baixo. Além disso, ele é acompanhado das luzes que indicam a leitura do disco de armazenamento e o carregamento do aparelho, dificultando a visualização das indicações de carga e se, por acaso, o HD não está sendo lido.

    Testes de desempenho

    Benchmarks

    Ao longo do tempo que passamos com o Aspire M, ele correspondeu muito bem à nossa rotina de trabalho. Durante dois expedientes inteiros, o ultrabook da Acer suportou com folga e sem demonstrar qualquer lentidão um fluxo grande de navegação na web (com dezenas de abas abertas ao mesmo tempo) e executar simultaneamente: player de áudio, editor de imagem, aplicativos do Microsoft Office, mensageiros instantâneos e programa para a captura de tela.

    Para verificar a sua real capacidade, partimos para um passo mais aprofundado de análise, executando softwares de benchmark. Os aplicativos usados foram: PCMark 7, CineBench 11.5, Heaven Benchmark 4.0 e Valley Benchmark 1.0. Abaixo, você confere os resultados apresentados em cada um desses programas.

    Em pontos. Quanto mais, melhor. (Fonte da imagem: Reprodução/Tecmundo)

     Em pontos. Quanto mais, melhor. (Fonte da imagem: Reprodução/Tecmundo)

     Em quadros por segundo. Quanto mais, melhor. (Fonte da imagem: Reprodução/Tecmundo)

    Se você está mais familiarizado com esse tipo de verificação, deve ter percebido que nos testes de desempenho relacionados apenas ao processamento de dados o modelo em análise se saiu bem — mostrando uma performance condizente com a sua categoria.

    Por outro lado, as taxas obtidas em benchmarks que envolviam modelação 3D e reprodução de quadros por segundo não foram tão expressivas. Assim, como já esperávamos, ficou claro que este aparelho não é uma opção para quem possui como foco a jogatina.

    Contudo, resolvemos colocar o ultrabook para demonstrar sua capacidade na prática e instalamos o game Call of Duty 4: Modern Warfare — um título consideravelmente pesado. E o Aspire M correspondeu bem ao teste.

    (Fonte da imagem: Reprodução/Tecmundo)

    Ele conseguiu executar o jogo com uma configuração razoável, na qual foi possível usufruir da boa qualidade gráfica e sonora do CoD 4. Obviamente, se aplicadas as configurações máximas do game, a máquina passa a ter claras dificuldades para executá-lo.

    Contraste

    Por meio do site The Lagom LCD Monitor Test Pages, realizamos alguns testes para verificar a qualidade da tela do Aspire M. No primeiro deles, averiguamos o contraste do display empregado pelo ultrabook.

    É apresentada uma escala de cores na qual os retângulos mais à esquerda e escuros devem continuar visíveis, enquanto os da direita não devem parecer unidos, ou seja, as linhas que os separam não devem “sumir”.

    (Fonte da imagem: Reprodução/The Lagom LCD Monitor)

    O resultado apresentado pelo aparelho em análise foi considerado muito bom, apenas com a “mistura” dos dois últimos níveis da escala na vertente de saturação de cor, como você pode observar na captura de tela acima.

    Ângulo de visão

    O ângulo de visão de um monitor é importante para que você visualize as imagens apresentadas com boa qualidade mesmo que você não esteja olhando de forma exatamente perpendicular para ele. Foi exatamente isso que o segundo teste de tela realizado verificou.

    Na horizontal, o Aspire M se mostrou bem preparado para grandes angulações. Mesmo ficando quase que totalmente na sua lateral (180° em relação à tela), ainda era possível ver o conteúdo apresentado com certa nitidez.

    (Fonte da imagem: Reprodução/Tecmundo)

    Contudo, isso não se manteve na vertical. Bastou movimentar o display para cima ou para baixo um pouco além do convencional para que a imagem começasse a sofrer distorções significativas.

    Tempo de resposta

    Sabe quando você está jogando um game de futebol ou de ação e é possível perceber “rastros” deixados por personagens ou elementos? Isso acontece porque o monitor precisa de um tempo maior para processar os frames reproduzidos pelo jogo ou filme, ocasionando esses “fantasmas”.

    Por isso, o tempo de resposta de um monitor é muito relevante para a apresentação mais perfeita possível das imagens. Nesse sentido, o Aspire M foi muito bem: em nenhum momento ele apresentou atraso nas reproduções de vídeos ou jogos. No teste disponível pelo site mencionado acima, apenas nos níveis mais elevados de exigência percebemos distorções mais significativas.

    Bateria

    Em teoria, desconectado da internet, executando apenas softwares mais leves e com o recurso de economia de energia ativado, o Aspire M pode funcionar por até 8 horas — segundo a fabricante.

    Para termos uma noção mais realista dessa capacidade, resolvemos fazer alguns testes. Primeiro, reiniciamos a máquina e executamos durante 30 minutos um vídeo em 1080p com o máximo de brilho de tela e o aparelho conectado à web.

    (Fonte da imagem: Reprodução/Tecmundo)

    Após esse período, o indicador do nível de bateria do ultrabook ainda marcava 83%. Efetuando um cálculo básico, podemos dizer que ele seria capaz de reproduzir uma gravação em alta definição por aproximadamente 3 horas.

    Na sequência, fechamos todos os programas em execução e deixamos o ultrabook da Acer em stand by por uma hora, apenas com a tela ativada em seu brilho máximo. A bateria caiu de 83% para 66% — um consumo pequeno para o período. Ao final desse processo, o indicador ainda informava que a bateria aguentaria perto de 4 horas.

    Vale a pena?

    O Aspire M é um ultrabook bonito que apresentou um desempenho de processamento satisfatório — suportando tranquilamente a rotina de um consumidor comum —, com boa autonomia de bateria e que oferece uma ótima experiência audiovisual.

    Em contrapartida, entre as características que ficaram um pouco a desejar estão o seu peso, que é consideravelmente superior ao de outros aparelhos da sua categoria, o alto índice de reflexão da tela e alguns pequenos detalhes em sua carcaça.

    Este modelo pode ser encontrado em lojas de e-commerce confiáveis por valores que variam de R$ 2.151 a R$ 2.599 — segundo pesquisa na internet em sites de comparação de preço, realizada no dia 16 de maio de 2013. Nessa mesma faixa, é possível encontrar os seguintes computadores portáteis:

    Como você pode perceber, levando em consideração as suas configurações, o preço do Acer Aspire M está de acordo com os dos seus concorrentes dentro da categoria de ultrabooks. Por isso, podemos concluir que ele possui um bom custo-benefício, teoricamente.

    Porém, com R$ 2.300 (preço médio deste modelo da Acer), é possível encontrar notebooks bem mais potentes, com processadores de quatro núcleos e placas de vídeo um pouco mais “parrudas”.

    Assim, se você procura um equipamento para apenas navegar na internet, editar textos e imagens, escutar música e assistir a filmagens, o Aspire M pode sair relativamente caro. Por outro lado, quem procura um equipamento que ofereça uma experiência sonora acima da média e rode jogos menos exigentes deve incluir este modelo como uma boa opção em sua lista.

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